Nota: Não vou ficar pesquisando a vida de mais de 500 parlamentares, mas vejam um caso que me veio a memória automaticamente e que não é isolado.
Renan Calheiros não era “empresário” nem fazendeiro.
(Fazendeiro é empresário, vou manter a separação em função da postagem original).
Entrou para política, ganhou rios de dinheiro, daí adquiriu empresas.
O Inácio é outro exemplo, não era empresário e “oficialmente” continua não sendo, mas ... foi ele chegar na Presidência para seu filho virar um “Ronaldinho Gaúcho” dos negócios.
A Gamecorp, fundada em 2003 com sócios como filhos de Jacó Bittar (fundador do PT) e Lulinha, recebeu aportes significativos da Telemar (Oi), como R$ 5,2 milhões em 2005 e mais R$ 10 milhões em 2008, além de contratos com a Rede Bandeirantes para o canal PlayTV.
Minha pergunta é: O parlamentar foi eleito porque era empresário ou virou empresário porque ganhou rios de dinheiro na política?
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Resumo:
1. A legitimidade do voto popular no Congresso: Você argumenta que, se o povo elegeu o Presidente, também é o responsável direto pela composição do Congresso. Portanto, a presença de empresários e fazendeiros no Legislativo é um reflexo das escolhas do eleitor, e não uma usurpação do poder.
2. Crítica à falta de legitimidade democrática do STF: Diferente do Executivo e do Legislativo, você aponta que o verdadeiro problema de representatividade reside no STF, cujos membros não são eleitos pelo povo, mas exercem grande influência política.
3. Distinção entre "Ter Capital" e ser "Capitalista" (Ideológico): Você contesta a simplificação de que ser empresário ou rico automaticamente torna alguém "capitalista" no sentido político. Para você, o capitalismo defensável é uma postura ideológica de direita (livre mercado) e não apenas o acúmulo de bens ou a posse de uma empresa.
4. Incoerência na classificação por patrimônio: Você utiliza exemplos (como Gleisi Hoffmann ou Guilherme Boulos) para demonstrar que, se o critério para ser "capitalista" fosse apenas ter dinheiro ou uma empresa, figuras icônicas da esquerda seriam classificadas como direitistas, o que revela a fragilidade do argumento de seus interlocutores.
5. A Hostilidade ao Livre Mercado por Grandes Corporações: Um dos seus pontos centrais é que grandes instituições, como o Itaú, não defendem necessariamente o livre mercado. Pelo contrário, você sugere que elas preferem financiar o Governo em troca de um ambiente de negócios hostil a novos concorrentes, agindo mais como corporativistas do que como capitalistas liberais.
6. O paradoxo da Liberdade Econômica no Brasil: Você questiona a afirmação de que a política brasileira é dominada por "capitalistas" apontando o dado concreto de que o Brasil não está nem entre as 100 nações com maior liberdade econômica. Se os políticos fossem realmente capitalistas (liberais), o ambiente de negócios seria mais livre e menos burocrático.
7. Defesa do Estado Forte, mas não Sufocante: Alinhado a Adam Smith, você defende que o Estado deve ser forte, porém não autoritário ou sufocante. Além disso, reafirma que a condição financeira (ser pobre) não impede ninguém de se identificar e defender ideias de Centro-Direita e o livre mercado.
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