sábado, 25 de abril de 2026

Imóvel Próprio

 

Comentarista: Os dados recentes do IBGE mostram como a casa própria se tornou um sonho distante.
  O número de lares alugados saltou 54%, enquanto a posse definitiva caiu.
  Para mim, a moradia é a base da estabilidade financeira, e o aluguel mantém o brasileiro em um estado perpétuo de sobrevivência e desespero.
  Meu argumento principal é que a crise habitacional não é por falta de espaço, mas fruto de uma economia asfixiada e impostos excessivos. 
  Defendo que o Estado tenta combater a pobreza atacando a riqueza, o que só encarece o custo de vida para os mais pobres. 
  Comparo nossa situação com a da China, onde a intervenção estatal impede a prosperidade. 
  A única saída é o livre mercado e a redução de impostos para recuperar o poder de compra.

William: Temos que tomar cuidado com a análise de estatísticas.
  Se não buscarmos uma visão holística nossa percepção da realidade fica muito deturpada.

Anos 2000: Cerca de 76,8% dos domicílios eram próprios.
Ano 2010: O índice caiu para 73%.
Ano 2025: Atingiu o patamar de 67%, a menor proporção da série histórica.
 (IBGE)

  Notamos que a posse de domicilio próprio por família diminuiu 10% (para arredondar).
  Mas vejam esse outro dado:

   Em 2000, os domicílios unipessoais (um morador por imóvel) representavam 9,2% do total no Brasil.
   O crescimento dessa modalidade de moradia foi acelerado: 

2000: 9,2% (Censo)
2012: 12,2% (PNAD Contínua)
2022: 18,8% (Censo)
2025: 19,7% (PNAD Contínua 2025) 

  Observem que também cresceu 10%.

  Para comprar o imóvel próprio o "casal" junta renda.
  Quando se é sozinho precisa de salário bem maior.
  
   Concordo com o comentarista que nossas politicas econômicas mantem o Brasil "estagnado", isso precisa ser mudado, quem sabe comecemos em 2027.
   Mas com relação a aquisição de imóveis não tem esse caos todo que pintam para as novas gerações, muito pelo contrário.

  Quem mora sozinho geralmente prefere apartamento, manter casa dá mais trabalho para limpar e deixar o imóvel desocupado durante as horas de trabalho ... dá mais insegurança.
  O problema é pagar condomínio o que compromete ainda mais a renda.

  Suponhamos que você tenha hoje menos de 20 anos e esteja todo choroso acreditando que nunca vai conseguir comprar imóvel próprio.

  Se já decidiu "definitivamente" 😉 que não vai casar, isso dificulta as coisas, o problema da renda que eu mencionei.

  Mesmo assim não precisa pânico ou mimimi.
  Sabia que em 2040 nossa população começa a diminuir?
  São só 14 anos.

  Os imóveis deixarão de ter tanta demanda, o preço vai desabar.

  Suponhamos que seus avós tem imóvel e nasceram em 1960.
  A expectativa de vida no Brasil é: 
  Mulheres vivem, em média, 79,7 anos.
  Homens vivem, em média, 73,1 anos. 

  Quem nasceu em 1960, tem grande chance de em 2040 já estar morto, por isso a população vai diminuir.
  Muitos nasciam em 1960, poucos nasceram de 1990 para cá.

   A dedução lógica é óbvia.
   Muitos imóveis ficarão disponíveis.
   Muita herança será transmitida.
   Você que tem 20 anos ... tudo indica que viverá tempos dourados para adquirir ou herdar imóveis; ou pelo menos pagar aluguel baixo caso seja de família muito lascada há gerações😂.

   Lembrei de uma postagem que um cara reclamava de não saber de ninguém bem de vida na sua árvore genealógica, nem tios, avós, primos ...
   Se dizia pobre desde "Adão e Eva" 😂
   É cada uma.
   



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 Resumo:


1.  Necessidade de Visão Holística: O autor argumenta que analisar estatísticas isoladas gera uma percepção deturpada da realidade. É preciso cruzar diferentes dados para compreender a verdadeira dinâmica social.

 

2.  Correlação entre Moradia Unipessoal e Posse de Imóveis: O texto destaca que a queda de aproximadamente 10% na posse de imóveis próprios (de 2000 a 2025) coincide com o aumento de cerca de 10% nos domicílios de uma única pessoa, sugerindo que a mudança no estilo de vida impacta os indicadores de propriedade.

 

3.  Barreira da Renda Individual: Diferente de casais que somam rendas para adquirir um bem, o morador solitário enfrenta maior dificuldade financeira, o que explica a migração para modelos de moradia mais flexíveis, como o aluguel.

 

4.  Preferência Funcional por Apartamentos: Para quem mora sozinho, o texto aponta uma tendência lógica pela escolha de apartamentos devido à facilidade de manutenção e maior segurança, embora o custo do condomínio seja um fator limitante na renda.

 

5.  Impacto da Inversão Demográfica: Um ponto central é a projeção de que a população brasileira começará a diminuir a partir de 2040. Com menos pessoas, a demanda por imóveis cairá drasticamente.

 

6.  Desvalorização dos Preços no Futuro: Com a redução populacional e o falecimento das gerações mais populosas (como a nascida em 1960), haverá um excesso de oferta de imóveis, o que, pela lógica de mercado, deve levar ao desabamento dos preços.

 

7.  Perspectiva Otimista para as Novas Gerações: Contrariando o pessimismo atual, o autor defende que os jovens viverão "tempos dourados" para adquirir ou herdar propriedades, devido à grande disponibilidade de moradias que ficarão vagas nas próximas décadas.

 

  

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