Marcelo >>Quem acha que o Deus de Abraão é mau nunca leu o livro de Jó.
William >> Eu li, Deus foi mau.
Deixar Jó passar por tudo aquilo tendo como motivo uma aposta que Deus fez com Lúcifer!!
Marcelo >> Então você não entendeu.
A única passagem bíblica que não é para ser interpretada literalmente e tu vem com essa.
No final Deus deu 2x mais do que Jó perdeu e ainda puniu os amigos que falaram contra ele, ao invés de ajudá-lo.
William >> Vixe!
Então todas as outras passagens são para serem interpretadas literalmente!?
Na Transfiguração (Mateus 17, Marcos 9, Lucas 9), Jesus conversa com Moisés e Elias.
Jesus conversando com mortos é literal?
Os kardecistas estão certos em conversar com desencarnados?
(Só uma entre tantas.)
Uma das várias contradições é que se Deus de Abraão é onisciente não precisaria fazer nenhum tipo de teste em Jó.
Deus apostar com Lúcifer algo que ele já sabia o resultado não foi ético.
Se Lúcifer sabia da onisciência foi muito BURRO.
Ou Deus Bíblico não é onisciente?
Você decide...
Marcelo >> ‘‘Jesus conversando com mortos’’ - amigo, todos os que você disse são santos, Jesus prometeu a vida ETERNA para seus seguidores, incapaz de entender isso?
Elias nem morreu, ele subiu aos céus numa carruagem de fogo, se formos considerar o que está escrito.
William >> Então (segundo você) literalmente Elias subiu aos céus em uma carruagem de fogo e esta lá de carne e osso vivendo entre seres espirituais?
"Entenda" que ele não morreu, seu desencarne não aconteceu.
Marcelo >>"segundo você’’ não, segundo o que está escrito na Bíblia, o caso de Elias não é o único, Maria foi assunta ao céu de corpo e alma.
William >> Eu li toda a Bíblia evangélica duas vezes.
Depois li os livros a mais que tem na Bíblia Católica.
A ascensão de Elias eu li, de Maria não.
Isso foi uma decisão da Igreja Católica com base em livros que ela mesma considera apócrifos.
Mas se poder indicar a passagem na Bíblia fico grato.
Em casa só tenho a Bíblia Evangélica, mas consigo on line a católica.
Marcelo >> ‘‘Uma das várias contradições’’ - você entendeu que isso não é LITERALMENTE?
O livro de Jó não trata sobre dogmas a respeito de Deus, ele trata exclusivamente sobre o sofrimento humano.
Meu Deus, você odiar uma religião não torna ela automaticamente falsa.😠
William >> Eu observo que quando cabe no que a pessoa quer acreditar a passagem é literal.
Quando não cabe é simbolismo 😉.
Apenas faço análises lógicas, sem "sentimentalismos" (ódio ou amor).
Jó tinha fartura (era rico) quantos de nós nascemos pobres e continuamos assim pela vida toda?
O exemplo de grande prosperidade de Jó são para pouquíssimos humanos no sentido literal.
E no simbolismo?
A vida aqui na Terra é dura, mas depois que desencarnarmos (para os que estão com o nome escrito no livro da vida) será de farturas "materiais"!?
Marcelo >>Isso não é verdade, você não entendeu o livro de Jó, nenhum daqueles personagens existiram realmente.
Ele ter ganho 2x mais do que tinha antes é uma maneira simbólica que significa que Deus é mais perfeito do que a nossa concepção de perfeito.
Jó perdeu tudo em sua vida e recebeu algo 2x melhor, ou seja, ele recebeu mais do que ele imaginava, melhor do que ele tinha.
Considerando isso, o sofrimento que podemos ter ao longo da vida nada significa diante dos planos de Deus.
William >> Segundo a Bíblia TUDO já está escrito desde o início dos tempos.
A salvação não é por obras, é um dom de Deus.
A maioria vai para o inferno, a porta larga, esse é o plano.
A pessoa pode acreditar que é um dos "escolhidos", um Jó, Davi, Salomão ...eu aconselho não criar muitas expectativas.
"Se quer saber o que Deus pensa do dinheiro, dê uma olhada nas pessoas a quem Ele deu riqueza financeira."
(Dorothy Parker)
É mais provável que alguém "abençoado" aqui na Terra também o seja em uma vida "pós biológica".
(William Robson)
✧✧✧
Resumo:
1. A Incoerência Moral da Provação de Jó: É questionável e contraditório que um Deus onisciente submeta um homem íntegro a sofrimentos severos motivado por uma aposta com Lúcifer.
2. Critério Seletivo de Literalidade: Há uma contradição no discurso religioso de interpretar passagens como literais apenas quando convém à crença e tratá-las como mero simbolismo quando revelam incoerências ou conflitos lógicos.
3. Incompatibilidade com a Onisciência Divina: Se Deus é onisciente, testes ou apostas perdem o sentido ético e lógico, colocando em xeque os atributos divinos ou a consistência da própria narrativa bíblica.
4. O Sofrimento e a Realidade Material: A premissa de que a prosperidade de Jó é simbólica desconsidera a dureza da realidade material concreta de quem nasce pobre e permanece assim por toda a vida, sem garantias de compensação.
5. Ceticismo frente às Promessas Pós-Vida: A ideia de que o sofrimento terreno é insignificante diante de uma recompensa futura entra em conflito com a lógica de que a maioria está destinada à perdição segundo a própria teologia bíblica.
6. O Paralelo entre Prosperidade Terrena e Espiritual: A citação de Dorothy Parker reforça o argumento cético de que o status material na Terra reflete o suposto "favor" divino, tornando improvável esperar privilégios em um plano pós-biológico se não houve bênçãos materiais em vida.
.
