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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Vida Indígena

 




Revista Veja : "Mortes no território ianomâmi disparam no governo Lula e superam a gestão Bolsonaro."

 Entre 2023 e 2025:
 Governo Jair Bolsonaro -   951 óbitos
 Governo Luís Inácio      - 1121 óbitos

William >>  Nessa meditação vai parecer que estou "passando pano" para os governantes, mas limpe sua mente.
  O que faço é pura análise lógica.

  Pesquisei as três principais causas das mortes.

a) Pneumonia Grave ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) (para infecções respiratórias);

b) Malária Falciparum / Infecção por Plasmodium (para a malária);

c) Desidratação Grave por Gastroenterite Aguda (para quadros de diarreia).

  Prestem atenção nesses dados:

   A expectativa de vida dos Yanomami é estimada em cerca de 45 a 50 anos, variando conforme a região e o grau de isolamento ou acesso à saúde. 
  Em períodos de crises sanitárias e surtos epidemiológicos severos, esse indicador sofre reduções drásticas.
   A expectativa de vida dos yanomamis é  menor que a média nacional brasileira, cerca de 75 a 76 anos), refletindo o alto impacto da mortalidade infantil, das doenças infectocontagiosas e da desnutrição aguda sobre a população.

  Em 1950, a expectativa de vida ao nascer no Brasil era de aproximadamente 48 anos (estando entre 45 e 48 anos, segundo dados do IBGE).
  O índice da época era  impactado pela alta taxa de mortalidade infantil e pela falta de saneamento básico, vacinas e acesso à medicina preventiva na maior parte do país.

   Perceberam?
   Os ianomâmis (enquanto povo indígena) querem permanecer vivendo de forma primitiva.
   Nós (enquanto povo urbano) queremos que eles continuem vivendo de forma primitiva, achamos lindo (não eu claro).

  Mas queremos a "magica" dos indígenas não arcarem com as consequências de viver de modo primitivo!?
  E dá-lhe colocar a culpa em garimpeiros, aquecimento global, "desgoverno" ...

  NÃO!
  Não estou dizendo que temos que ignorar essas outras variáveis.
  O que não entendo é ignorar a causa principal.

  Quer viver de maneira primitiva, vai morrer de causas primitivas... e provavelmente mais cedo.

  Essa lógica entra em vossas mentes?



                                      

    

 “As reservas indígenas brasileiras ocupam 12,5% do território nacional, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai).
 O número equivale a 1.069.424,34 quilômetros quadrados de terra distribuídos em 503 terras indígenas já reconhecidas.
  Com exceção do Rio Grande do Norte e do Piauí, todos os outros estados brasileiros possuem áreas de reservas indígenas.
  O Amazonas é o estado que mais possui áreas indígenas.
  A população que vive em aldeias é de 512 mil pessoas, distribuídas em 225 etnias com 180 línguas diferentes.
 
  O Brasil ainda tem outras 112 terras indígenas que estão sendo analisadas e ainda não têm superfície definida.”
 (Globo)
 

 



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