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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Sindicato Civilizado

 

Adriano >> Quando cheguei do interior à capital, a cidade fervia sob a ditadura. 
  No interior, eu andava léguas sozinho e em paz; na cidade, falava-se de greves e prisões. 
  Na minha inocência, ouvia críticas ao exército e ficava indignado, pois cantava o hino na escola. 
  Ouvia também sobre a esquerda e o comunismo, termos vistos com pavor.
   Para mim, ser de esquerda era o oposto de ser "direito". 
  O tempo passou e vejo que a esquerda continua optando pelo erro. 
  Hoje, seus herdeiros rejeitam o trabalho e a honestidade.

William >> Muitos dizem que sou contra os sindicatos.


  A palavra sindicato vem do grego "syndikos", composta por “syn” ("junto", "com") e “dike” ("justiça"). 
  Originalmente, o “syndikos” era o defensor legal, aquele que assistia alguém em um julgamento ou defendia os interesses comuns de um grupo na Grécia Antiga.
  O termo passou ao latim como syndicus e ao francês como syndicat. 
  No século XIX, com a Revolução Industrial, passou a designar a associação criada por trabalhadores para defender seus direitos e interesses de classe.
  (Gemini)


  Veja que ser contra a existência de sindicatos seria como ser contra a existência de advogados ou mediadores.
  Não vou falar dos sindicatos espalhados pelo mundo porque não conheço tão bem a cultura de outros povos.
  Conheço bem a cultura americana e a nossa.
  Nos Estados Unidos os sindicatos defendem os interesses das categorias que representam.
  É difícil (eu nunca vi) falarem de Karl Marx, Comunismo, Socialismo, homenagear Lenin ou Stalin…
  Aqui no Brasil os sindicatos querem essencialmente acabar com o Capitalismo e implantar pelo menos o Socialismo.

  O interesse dos funcionários fica em segundo ou terceiro plano.

 Lideres sindicalistas são do povo (óbvio), humanos como qualquer outro.
  Sempre vai ter aquele que seus próprios interesses vem em primeiro lugar, só pensa em turbinar sua própria renda.

  Um sindicato (líder sindicalista) “civilizado”, analisa a situação econômica da empresa e tenta conseguir para os funcionários o máximo de benefícios possível sem colocar a saúde financeira da empresa em risco.

  No Brasil é o sindicato ideológico.
  O objetivo de preferência é a estatização generalizada.
  A empresa que se vire para pagar o que eles pedirem.
  Se ficar no vermelho é incompetência do administrador.
  Quando a Ford decidiu ir embora, aposto que 99% dos sindicalistas gostariam que a empresa fosse estatizada, o Estado assumisse o controle e colocasse seus apaniguados.
  A empresa ser lucrativa seria dispensável, prejuízos passam a ser cobertos com o dinheiro dos impostos.



  “Classes” no sindicato dos EUA, são categorias profissionais.
   Policiais, caminhoneiros, eletricistas, mecânicos …
   Nos sindicatos brasileiros é basicamente pobres contra ricos, e no meio o ódio a classe média que chamam de burguesia.

  Eu respeitaria a opção dos  sindicalistas brasileiros se eles começassem a organizar cooperativas no estilo proposto por Karl Marx.
  Mas não, eles querem tirar os meios de produção da iniciativa privada.
  Para piorar, mesmo quando se trata de estatal eles não dão trégua.
  A estatal pode dar prejuízo como os Correios, não importa.
  Querem mais aumento salarial e benefícios.
  São como aquele verme solitária no intestino.
  A morte do hospedeiro vai ser a morte do verme também.
  A solitária não tem consciência disso.
  E os sindicalistas!?


Adriano >> Neste caso; você já passa da hora de abolir a história de a vontade do povo e a maioria dos votos válidos!

William >> Não sei da maioria dos votos válidos terem a mesma visão de sindicatos brasileiros que eu.
  A maioria acredita que o principal foco do sindicato é defender o pobre e indefeso empregado do diabólico empregador.
  O que vemos no Brasil é reflexo do “meio”, cultura predominante.
  A maioria dos votos válidos decidem os rumos da nação.

  Não tem povo inocente, a vontade da maioria traz consequências também para minorias, não tem como evitar.
  Se a maioria é sensata temos uma nação eficiente, se é insensata ...




✧✧✧ 



Resumo:


1. Definição e natureza do sindicato: Você defende que a ideia essencial de um sindicato (cuja origem remete à defesa legal e mediação) é legítima, afirmando que ser contra a existência de sindicatos seria como ser contra a existência de advogados ou mediadores.

2. Diferença entre o sindicalismo americano e o brasileiro: Você argumenta que, enquanto nos Estados Unidos os sindicatos focam na defesa das categorias profissionais, no Brasil eles possuem um caráter ideológico, buscando o fim do capitalismo e a implantação do socialismo, deixando os interesses reais dos funcionários em segundo ou terceiro plano.

3. O conceito de "Sindicato Civilizado": Para você, um líder sindical civilizado busca o máximo de benefícios para os trabalhadores, mas sem colocar em risco a saúde financeira e a sobrevivência da empresa.

4. Crítica à visão ideológica e à estatização no Brasil: Você aponta que os sindicalistas brasileiros priorizam a estatização generalizada em vez de garantirem a lucratividade das empresas privadas, operando sob a lógica de luta entre "pobres e ricos" e alimentando a atitude de cobrar benefícios sem se preocupar com os prejuízos das empresas ou do Estado.

5. A incoerência da atuação sindicalista: Você ressalta que respeitaria os sindicalistas se eles criassem cooperativas próprias nos moldes marxistas, mas critica o fato de que eles apenas tentam retirar os meios de produção da iniciativa privada e pressionam até mesmo estatais deficitárias, comparando essa postura insensível ao prejuízo econômico à ação de um parasita ("verme solitária").

6. Cultura, democracia e responsabilidade do povo: Diante da contestação sobre a "vontade do povo", você afirma que a cultura predominante faz a maioria acreditar que o sindicato apenas defende o "empregado do diabólico empregador". Argumenta ainda que a maioria decide os rumos da nação e sofre as consequências de suas escolhas, não existindo um "povo inocente".

7. Relação entre economia e educação/trabalho: Em resposta ao comentário do militante petista, você argumenta que investimentos e auxílios na educação perdem o sentido se a economia não gerar empregos, destacando que com empresas quebrando, a valorização do diploma diminui no mercado.
 
 



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