Thiago: Se posso sonhar com tudo à minha volta, quem me garante que tudo lá fora não seja uma cópia dele?
William: Porque alguém teria necessidade de ti garantir isso?
E porque você acreditaria nessa pessoa?
Se pode sonhar com tudo ... sonhe com essa pessoa e se acerte com ela ...😂
(Uma das coisas que mais me divertem são esses pensamentos que ligam nada a lugar nenhum e as pessoas postam como se fosse algo extremamente profundo.
Platão tinha esse tipo de devaneio e sempre achei uma grande falha em sua filosofia.)
Thiago: É uma reflexão, não precisa de resposta, sua conclusão é seu reflexo, não o meu.
Aponte um erro e te dou moral.
William: Apontei.
Se você pode sonhar com tudo.
Porque não sonha com essa pessoa que pode te dar a resposta?
A resposta dela, mesmo em sonho, é uma cópia da verdade que você espera ouvir.
Thiago: Que pessoa?
Não entendi, é uma introspecção, é individual.
O que digo é que o mundo em nossos olhos é cópia de nossos sonhos.
Não é afirmação.
William:
“O que digo é que o mundo em nossos olhos é cópia de nossos sonhos.”
1- Isso é uma afirmação.
Se fosse questionamento teria o símbolo “?” no final da oração.
2 – Quando você usa a palavra “nossos” está incluindo outras pessoas.
Se é individual deveria ter escrito:
“O mundo em meus olhos é cópia dos meus sonhos?”
(Caso fosse um questionamento e não uma afirmação.)
Nota: Estou comentado esse seu comentário; na postagem principal tem interrogação e por isso respondi o questionamento.
Mas vou ficando por aqui, da minha parte era só um comentário despretensioso apontando uma obviedade.
Saudações filosóficas e democráticas ... fui!
Para Platão, tudo aqui é imperfeito, muda o tempo todo e é apenas uma cópia imperfeita, uma "sombra".
2. Mundo das Ideias: Um plano puramente inteligível e eterno, onde existem as Formas perfeitas e imutáveis de tudo (como a Ideia de Justiça ou de Árvore).
O que vemos na Terra são só imitações dessas Formas perfeitas.
Ele ilustra isso na famosa Alegoria da Caverna.
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Resumo:
1. Divergência sobre o valor do devaneio: Você argumenta que pensamentos que "ligam nada a lugar nenhum" costumam ser postados como se fossem extremamente profundos, classificando-os como meros devaneios.
2. Crítica à filosofia de Platão: Você estabelece um paralelo direto entre o questionamento de Thiago e o pensamento platônico, apontando que esse tipo de idealismo ou especulação é, na sua visão, uma grande falha na filosofia de Platão.
3. Desconstrução lógica do "sonho": Diante da premissa de Thiago de que tudo fora do sonho poderia ser uma cópia dele, você usa de ironia pragmática: se ele pode sonhar com tudo, deveria simplesmente sonhar com a pessoa que lhe daria a garantia que ele busca.
4. O paradoxo da resposta no sonho: Você argumenta que, mesmo que Thiago encontrasse essa pessoa em um sonho, a resposta obtida ainda seria apenas uma cópia da verdade que ele próprio projeta e espera ouvir, invalidando a busca por uma garantia externa ali.
5. Correção de categoria (Afirmação vs. Questionamento): Você rebate a defesa de Thiago demonstrando, de forma gramatical, que a frase "O mundo em nossos olhos é cópia de nossos sonhos" é sim uma afirmação, pois carece de sinal de interrogação.
6. Incoerência no escopo do argumento: Você aponta um erro de concordância conceitual no discurso de Thiago: ele defende que a reflexão é uma "introspecção individual", mas sua frase usa o pronome plural "nossos", o que contradiz a ideia de uma experiência estritamente pessoal.
7. Exposição didática de Platão: Ao final, você contextualiza o debate trazendo a definição formal da Teoria das Ideias de Platão, contrastando o Mundo Sensível (mutável e imperfeito) com o Mundo das Ideias (eterno e perfeito), que serve de pano de fundo para a crítica inicial que você fez.
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