Não adianta apontar o dedo apenas para o Norte e o Nordeste.
O problema não são eles ( cerca de 71 milhões de pessoas) votar predominantemente "vermelho".
O verdadeiro xadrez político está nos demais estados e DF, com 142 milhões de pessoas, onde milhões de eleitores das regiões mais produtivas do Brasil também escolhem ser administrados por políticos dos estados menos produtivos.
Estudei geografia, o Nordeste não é deserto, muito menos o Norte.
A seca não justifica escolhas políticas.
O eleitorado tem autonomia total e responde por quem coloca no poder.
Coisa similar acontece na Europa, sentimento de CULPA sempre se achando em divida com povos colonizados.
Acontece até entre os americanos onde muitos estudantes consideram que os Estados Unidos é tão nefasto quanto islâmicos dizem que é.
No fim das contas, de Norte a Sul, Leste a Oeste, prevalece a vontade do povo.
Frank >> Você conhece pelo menos uma pessoa que respeita a matemática básica?
(Não gaste mais do que ganha, não se endivide a ponto de ficar inadimplente.)
William >> Aqui entramos naquela Filosofia mais desafiadora.
Sim, eu, minha esposa e filhas somos muito ajuizados economicamente.
Minhas irmãs e irmão também.
Conheço e conheci incontáveis brasileiros que controlam bem seus gastos.
No grande condomínio que moro tem inadimplentes, mas são minoria.
Contrair prestações faz parte da vida, ainda mais quando queremos um bem de grande valor.
A maioria das pessoas que encontrei na vida mantem a conta bancaria no “azul”.
Você mesmo, pode até ser, mas não consigo te imaginar endividado a ponto de rolar dívidas no cartão de crédito.
Dito isso ... pra mim é um grande mistério.
Pessoas irresponsáveis economicamente votar em pessoas iguais elas é até compreensível.
Pessoas ajuizadas votar em governantes gastadores ... esse é um daqueles “Decifra-me ou te devoro” cabulosos...
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Resumo:
1. A responsabilidade eleitoral não é exclusiva de Norte e Nordeste: O foco não deve recair apenas sobre os 71 milhões de eleitores dessas regiões, mas também no restante do país.
2. O papel dos estados mais produtivos: Nos demais estados e no Distrito Federal (142 milhões de pessoas), grandes parcelas do eleitorado de regiões ricas apoiam e legitimam nas urnas um modelo de transferência de renda a fundo perdido.
3. A influência cultural da culpa (Pedagogia do Oprimido): Desde os anos 1960, disseminou-se uma visão de culpa e necessidade de reparação histórica voltada para regiões menos desenvolvidas.
4. Autonomia e geografia: Condições geográficas, como a seca, não justificam escolhas políticas; o eleitorado possui autonomia total e responde por seus representantes.
5. Um fenômeno ocidental global: Esse sentimento de culpa coletiva também se manifesta na Europa em relação aos povos colonizados e entre estudantes nos Estados Unidos julgando as ações do EUA pela ótica dos islâmicos.
6. A soberania da vontade popular: Independentemente da região, de Norte a Sul, prevalece sempre a escolha e a vontade soberana do povo nas urnas.
7. O paradoxo do voto fiscal (O grande mistério): Enquanto a maioria das pessoas gerencia suas finanças pessoais com responsabilidade e evita a inadimplência, o grande enigma político é entender por que cidadãos ajuizados elegem governantes gastadores.
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