quarta-feira, 25 de março de 2026

Só para Homens

 


William: "Se" o homem ser mais violento que a mulher é uma "construção social ... eu e a maioria dos garotos passamos mais tempo com nossas mães, somos uma construção social das mulheres?


Xena: Não, não são. 
  O que você está tentando fazer é praxe no machismo, culpar mulheres por serem desprezíveis e violentos que são. 
  Mulheres não ensina homens a estuprar, não ensina homens a agredir, não ensina homens a consumir pornografia, não ensina homens a zerar o jogo no vídeo game, não ensina homens a admirar apenas outros homens, não ensina homens a roubar, não ensina homens a serem corruptos.... porém a sociedade patriarcal construída em cima da anulação e interiorização de mulheres, ensina. 
  Aprende e reproduz porque lhe entrega vantagens.

William: Tem pensadores que dizem que a mulher é vítima de um condicionamento de uma sociedade patriarcal...argumento perigoso para defender.
  Veja se concorda com esse pensamento:

  Um sinal de inteligência
 é não se prender
 a condicionamentos.
  (William Robson)

  Não estou falando lutar contra, combater condicionamentos, estou falando em “não se prender”.

  Uma ilustração rápida:

  Desde criança minha mãe falava para eu lavar as mãos antes de comer.
  No começo ela sempre precisava me lembrar dessa ação, eu fazia meio contrariado.
  Estou com fome, a comida está pronta, porque perder tempo lavando a mão!?
  Mesmo com a explicação dela sobre micróbios ... ter que lavar as mãos antes de comer era uma “opressão a minha liberdade”.😏
  Quero dizer que antes de eu ter um entendimento maior sobre transmissão de doenças eu fui condicionado a lavar as mãos antes de comer.
  Com o passar do tempo quando eu já tinha uns 6 anos 😏 notei que mesmo longe da minha mãe eu sentia  necessidade de lavar as mãos antes de comer.
  Na escola quando a professora pediu para lavarmos as mãos e não comer com a boca aberta me surpreendi de ter crianças que não faziam isso ...
  A princípio eu fui condicionado por minha mãe a lavar as mãos e não comer com a boca aberta, mas analisando esses procedimentos vi que eles são certos, não estou preso a eles, os entendo.
  Se em alguma situação qualquer eu precisar comer com a boca aberta (problema na boca) eu vou comer.
  Se não for possível lavar as mãos, não vou ficar desnutrido por conta disso.

  Somos seres pensantes, fazemos questionamentos.
  Repetir automaticamente comportamentos sem questionar sua razão de ser ... não dá para isso ser aceito como “inteligência”.

  Se pegarmos a historia bíblica de Adão notamos que Eva tem tanta influencia sobre ele que o induz a comer o fruto proibido.
  Mais tarde vemos que Sara mandava em Abraão, ela praticamente ordenou que ele mandasse uma serva embora.

  No Islamismo Cadija mandava em Maomé, era de fato sua patroa, a dona da grana.

  Saindo do campo religioso o que não falta são mulheres poderosas na história da humanidade.
  Quando não ocupavam o cargo diretamente como Cleópatra (só para citar um nome conhecido) tinham grande influência nos maridos, filhos, amantes...

  No Brasil tivemos a Princesa Isabel.

  Para terem uma ideia a poderosa Inglaterra teve 7 rainhas.
  Não estou falando das que eram "só" esposa de Reis, estou falando das que governaram de fato.

  Então aquela "narrativa" de que mulheres não tiveram referências históricas de mulheres ocupando o poder ... esqueça.

  Saindo da realeza, elite ... o que não falta hoje e sempre são homens bananas, a maioria dos homens são "normais" iguais eu e "espero" que você leitor.

  Porém tem os violentos fora da curva, e os "frouxos" fora da curva, a mulher manda e desmanda, o faz de gato e sapato.
  Cada um tem suas experiências pessoais, eu conheci mais frouxos que "trogloditas".
  E você?

  Meu ponto é que em toda história da humanidade esse condicionamento do homem impondo suas vontades e mulheres não tendo nenhuma referencia de fêmeas que não os obedeciam ... precisa ignorar muitos fatos para aceitar.

   "O que você está tentando fazer é praxe no machismo, culpar mulheres por serem desprezíveis e violentos que são." - Xena

  O que a Xena esta tentando fazer é praxe no feminismo, dizer que homens são violentos por uma construção social da qual a mulheres não tem a menor responsabilidade.

  E se não for "essencialmente" construção social, mas uma condição biológica?


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 Resumo:


1.  Questionamento da Construção Social Exclusiva: Você questiona a premissa de que a violência masculina é estritamente uma "construção social" do patriarcado. Seu argumento central é que, se os homens passam a maior parte da infância sob a influência e criação das mães, seria lógico indagar se essa construção não teria também uma forte participação feminina.

 

2.  Inteligência como superação de Condicionamentos: Você define a inteligência não como a luta contra condicionamentos, mas como a capacidade de "não se prender" a eles. Através do exemplo lúdico de lavar as mãos, você argumenta que um ser pensante deve entender a razão de suas ações em vez de apenas repetir comportamentos automaticamente.

 

3.  Inteligência e Influência Feminina na História: Você contesta a narrativa de que as mulheres foram historicamente anuladas ou carentes de referências de poder. Para sustentar isso, cita figuras bíblicas (Eva e Sara), religiosas (Cadija), e políticas (Cleópatra, Princesa Isabel e as rainhas regentes da Inglaterra) como exemplos de mulheres que exerceram domínio ou influência direta.

 

4.  A Existência do "Homem Banana": Você introduz a observação de que a realidade cotidiana foge do estereótipo do "troglodita". Argumenta que existem muitos homens que são dominados por suas parceiras ("frouxos"), sugerindo que a dinâmica de poder entre os sexos é mais complexa e variada do que a teoria da opressão sistêmica propõe.

 

5.  Crítica à Isenção de Responsabilidade Feminina: Você rebate o argumento de interlocutoras (representadas por "Xena") que atribuem a violência masculina a uma estrutura social da qual as mulheres não teriam nenhuma responsabilidade. Para você, essa visão é uma "praxe do feminismo" que ignora a participação das mulheres na formação da sociedade.

 

6. Possibilidade da Base Biológica: Ao final, você levanta a hipótese de que certos comportamentos podem não ser "essencialmente" construções sociais, mas sim derivados de condições biológicas inerentes à espécie, sugerindo que a cultura não é o único fator determinante.

 

7.  Valorização do Questionamento Individual: O texto reforça que aceitar narrativas prontas sem confrontá-las com fatos históricos ou experiências pessoais é uma abdicação do raciocínio lógico. Você defende que a história humana demonstra que as mulheres sempre tiveram referências de autonomia e comando, contrariando a ideia de uma submissão universal e inquestionada.


  

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