domingo, 1 de fevereiro de 2026

Agentes

 




Angelo:  Tem um vídeo de Gustavo Gayer, falando horrores da IA... 
  Ele fala de uma capacidade que não entendo, com certeza, você já está mais familiarizado neste tema!

William: Claro que sim.
  Vou tentar simplificar.
  Eu posso baixar uma IA particular, estamos chamando de "agentes".
  Essa IA fica ciente de absolutamente tudo que eu faço no meu celular ou computador.

   Exemplo:
   O GPT, Grok, Gemini ... não tem acesso aos meus arquivos particulares.
   Se eu quiser que o GPT analise um texto meu antes de eu postar, tenho que compartilhar esse documento com ele.

  O Agente que eu baixei, sabe de absolutamente tudo.
  Aprende meu estilo, e se eu pedir ele escreve até um texto simulando que sou eu.
  Ele analisa meus e-mails, minhas notificações, responde automaticamente se eu quiser.

  Eu nem penso em baixar uma coisa dessas no meu PC ou Celular.
  Gosto de ficar no controle das coisas.

  Sem contar que nunca sabemos ao certo quem criou esse agente, nem quanto somos seu "Senhor".
  E se quem criou também consegue ter acesso a tudo que temos em nosso equipamento.
  É uma tecnologia nova e se esse Agente "criar vontade própria".
    (Atenção, isso que escrevi não faz sentido na tecnologia atual, é só para facilitar o entendimento.)

  Quero dizer que o Agente pode extrapolar suas funções uma vez que o algoritmo presente nele, através de probabilidades, vai "decidir" coisas por nós.

  Exemplo fácil.
  O corretor ortográfico tenta adivinhar (probabilidades), o que vamos escrever.
  Se ele adivinhou errado, colocamos o que pretendíamos de fato.
  O Agente é capaz de fazer tarefas sofisticadas; e se ele responder um e-mail supondo o que iriamos responder!?
  E se o agente decidir não aceitar um comando seu em algo importante?
  Como eu disse é uma tecnologia nova.

  Me agrada que outros sirvam voluntariamente de COBAIAS 😂

  Eu não uso, não pretendo usar e NÃO recomendo.

  Claro, cada caso é um caso.
  A pessoa pode usar em uma máquina que não tenha dados sensíveis.
  Todos temos "inteligência natural", USEMOS.

✧✧✧


 

 


  Resumo:

 

1. Diferença radical em relação às IAs tradicionais — Diferentemente de modelos como GPT, Grok ou Gemini (que exigem que o usuário compartilhe explicitamente informações e não têm acesso automático a arquivos particulares), os agentes de IA baixáveis ficam cientes de absolutamente tudo que o usuário faz no celular ou computador, com acesso total e contínuo aos dados pessoais.

 

2. Capacidades invasivas e de simulação profunda —    Esses agentes aprendem o estilo do usuário de forma muito íntima, podendo escrever textos simulando exatamente a voz do autor, analisar e-mails e notificações, responder automaticamente — o que representa um nível de intromissão e automação muito superior ao das IAs conversacionais convencionais.

 

3. Perda irreversível de controle e privacidade — Ao instalar um agente, o usuário entrega o controle total de seus dados e atividades; o autor enfatiza que nunca sabemos ao certo quem criou o agente nem o quanto realmente somos seu "senhor", abrindo risco de acesso indevido pelos criadores ou terceiros.

 

4. Risco de extrapolação algorítmica e "vontade própria" — Mesmo que a tecnologia atual não permita consciência, o funcionamento probabilístico pode levar o agente a extrapolar funções de maneiras indesejadas (ex.: decidir autonomamente o que responder em um e-mail importante ou até ignorar comandos), criando cenários de perda de soberania que o autor considera plausíveis em princípio.

 

5. Posição pessoal firme de recusa — Você declara explicitamente: **não usa, não pretende usar e NÃO recomenda** esses agentes, argumentando que o custo em termos de controle, privacidade e risco é inaceitável para qualquer uso cotidiano em dispositivos com dados sensíveis.

 

6. Crítica aos adotantes como cobaias voluntárias — Quem baixa e usa esses agentes está servindo de cobaia para uma tecnologia nova e pouco compreendida; o autor vê ironia e certa leviandade nessa adoção generalizada, sem que os riscos sejam devidamente ponderados.

 

7. Defesa da inteligência natural como alternativa preferível— Em vez de depender desses agentes, o autor conclui defendendo o uso da **"inteligência natural"** humana, que deve ser priorizada e exercitada — "Todos temos 'inteligência natural', USEMOS" —, evitando assim dependência desnecessária e riscos evitáveis.

 

Esses pontos capturam o cerne da sua argumentação: uma crítica filosófica e prática à adoção irrefletida de agentes de IA, centrada na preservação da autonomia, privacidade e soberania do sujeito humano. 


  

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