domingo, 15 de março de 2026

Vaga para Politico

 

 
Nany: Algum sábio poderia me explicar porque para varrer a rua exigem concurso público e para ser governante político basta ter lábia?


William: O povo brasileiro tem esse vitimismo nato, mas vamos a uma análise lógica...

  Cargo politico é um dos mais concorridos que existe.

  Eu por exemplo nem me aventuro a candidatar a alguma coisa, seria jogar tempo e dinheiro fora.
  Minha popularidade é baixíssima.
  Já perdi as contas de quantos conhecidos muito mais simpáticos que eu, tentaram ser vereador em Campinas SP e não conseguiram.

  Então já começa por aí.
  Essa sua comparação geralmente fazem com professores e garanto que é bem menos difícil conseguir cargo de professor que ser eleito para alguma coisa.

  Quanto a lábia, ela tem sua utilidade na primeira  eleição. 
   Porém, quando políticos claramente corruptos são reeleitos varias vezes!?

  Em que cultura minimamente civilizada alguém envolvido no esquema do Petrolão ainda teria milhares de eleitores fiéis como no caso do Zé Dirceu e tantos outros.
  O que explica um Renan Calheiros ser eleito tantas vezes!?
  Meu ponto é que perdemos muito tempo criticando os  políticos, como se eles aparecessem no cargo do nada.
  É preciso parar de santificar nosso povo como vitima inocente de políticos corruptos.
  O primeiro passo para deixar o alcoolismo é se reconhecer alcoólatra.
  O primeiro passo para nosso povo deixar de ser BURRO é ... assumir suas "defecadas"...






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 Resumo:


1. Dificuldade de Acesso ao Cargo: Você contesta a ideia de que ser político é "fácil", argumentando que o cargo político é, na verdade, um dos mais concorridos que existem, exigindo um nível de popularidade e investimento que muitos subestimam.

 

2. A Falácia da Comparação com Concursos: Você rebate a comparação comum entre a exigência de concursos (como para garis ou professores) e a eleição política, pontuando que a barreira de entrada para ser eleito é, na prática, muito mais difícil de transpor do que a aprovação em muitos cargos públicos.

 

3. A Lábia tem Prazo de Validade: Você argumenta que, embora a persuasão ("lábia") ajude na primeira eleição, ela não justifica, sozinha, a perpetuação de políticos no poder. O problema reside em algo mais profundo do que o simples convencimento superficial.

 

4. Crítica ao "Vitimismo Nato" do Brasileiro: Um dos seus argumentos centrais é o combate à ideia de que o povo é apenas uma vítima passiva. Você defende que os políticos não surgem do nada e que a população precisa assumir sua parcela de responsabilidade.

 

5. O Fenômeno da Reeleição de Corruptos: Você questiona a ética da cultura eleitoral brasileira ao citar exemplos de figuras envolvidas em escândalos (como o Petrolão) que continuam recebendo votações expressivas e fidelidade de seus eleitores.

 

6. A Necessidade de Autocrítica Coletiva: Utilizando a analogia do alcoolismo, você argumenta que o país só mudará quando o povo reconhecer seus próprios erros ("defecadas") em vez de apenas santificar-se como vítima de um sistema do qual faz parte.

 

7. Confronto à "Burrice Cultural": Seu texto sugere que o problema do Brasil não é apenas político, mas cultural. A permanência de maus políticos no poder seria um sintoma de uma deficiência intelectual e cívica da própria sociedade.


  



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