Resumo:
1. Ceticismo inicial sobre a declaração do "Engenheiro Léo": Você expressa dúvida de que ele tenha defendido aborto especificamente para autistas, pois o autismo geralmente só é diagnosticado após o nascimento (e dificilmente antes), sugerindo que pode ter sido um lapso ou confusão com outra condição, como Síndrome de Down. Você pede prova (link gravado) antes de julgar.
2. Defesa pessoal do aborto seletivo em casos de grave deficiência: Você assume abertamente sua posição: se soubesse que uma filha nasceria com Síndrome de Down e o aborto fosse legal, tentaria convencer sua esposa a realizá-lo. Isso é apresentado como uma escolha individual do casal, não como obrigação.
3. Direito (não obrigação) do casal decidir: Você defende explicitamente o direito dos pais de interromper a gravidez quando a criança nasceria condenada a uma "vida muito limitada" devido a deficiências graves, enfatizando que é uma opção ética, não uma imposição.
4. Argumento em favor da criança (sofrimento inerente): O principal motivo é evitar o sofrimento da própria pessoa que nasceria. Você cita filósofos antigos com a ideia de **"A vida que não precisa ser vivida", argumentando que a existência já é complicada para pessoas saudáveis — para quem nasce com grave deficiência, seria ainda pior.
5. Experiência familiar como base empírica: Você traz o exemplo pessoal e doloroso do seu irmão que nasceu com hidrocefalia, descrevendo o sofrimento intenso vivido por ele (e pela família) em pouco mais de dois anos de "vida" nessas condições. Isso reforça o argumento de que tal existência é indigna.
6. Julgamento ético extremo sobre sofrimento: Frase forte e central: "Nem a pior das almas merecia pouco mais de dois anos de 'vida' naquelas condições". Isso sustenta a conclusão de que, em casos assim, melhor seria não ter nascido.
7. Conclusão antinatalista seletiva: O título e o fechamento sintetizam o argumento principal: em situações de deficiências graves que condenam a uma vida de extremo sofrimento (para o indivíduo e para a família), "Melhor seria não ter nascido"**. Isso se aplica especificamente a esses casos, não a todas as gestações.
Esses pontos capturam o cerne da sua argumentação: uma posição pró-escolha em casos extremos, fundamentada em compaixão pelo sofrimento evitável (da criança em primeiro lugar, depois da família), experiência pessoal e referências filosóficas antigas, sem ser um antinatalismo universal.
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