Total de visualizações de páginas

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Orientação Ética

 


Angélica >> Acredito que uma boa orientação na infância, diminua a incidência do crime

William >> Como você obriga seu vizinho a dar boa orientação ao filho dele?

Angélica >> É complexa a criação de um filho.

William >> Então lidemos com o resultado dessa criação, exaltemos os bons e punamos os maus.


  É comum as pessoas virem com essas obviedades que ligam nada a lugar nenhum.
  Como uma boa orientação ética poderia tornar a criança ou adolescente mais propenso ao crime!?
  Não tem lógica.

  Se a criança nasceu de mãe solo que já esta sobrecarregada com outras coisas e não pode dar muita atenção ao filho, o que fazer?

  Se a criança tem um pai problemático que dá mais maus exemplos que bons, o que fazer?

  Se apesar da criança ter boa estrutura familiar, vira um delinquente, o mundo do crime a atrai, o que fazer?

   A solução para muitos é uma escola com professores "mágicos" que apesar do ambiente que a criança vai passar a maior parte do tempo ou da própria personalidade da criança, o professor vai transformar todos os alunos em ótimos cidadãos.

  Pior que a maioria dos professores "parece" acreditar nisso.
  Eles só não fazem isso porque a categoria não é valorizada, se pagarmos salários e benefícios de deputados federais para eles a mágica acontece  ... acredite quem quiser.

 
 A família é o primeiro meio significativo que o indivíduo interage.
  Por isso os pensadores “Marxistas” identificaram a “FAMÍLIA TRADICIONAL” como o primeiro meio a ser desconstruído.


✧✧✧



Resumo:

1. Inviabilidade do controle externo sobre a criação familiar: É fácil propor a "boa orientação na infância" em tese, mas na prática é impossível obrigar pais ou vizinhos a educarem seus filhos de determinada maneira.

2. Obviedade sem aplicabilidade prática: A ideia de que uma boa orientação diminui a criminalidade é uma platitude/obviedade que "liga nada a lugar nenhum", pois ninguém defenderia o oposto (que uma boa ética aumentaria o crime). O problema real é a execução.

3. Desafios das mães solo e sobrecarregadas: A proposta ignora realidades concretas, como a de mães solo que já estão sobrecarregadas com o sustento e não têm tempo ou condições materiais de fornecer atenção contínua.

4. Impacto dos maus exemplos no lar: Famílias com pais problemáticos e maus exemplos contínuos minam a formação da criança, um fator estrutural difícil de reverter externamente.

5. Autonomia individual e atração pelo crime: Mesmo em ambientes familiares estruturados e com boa orientação, indivíduos podem desenvolver personalidade delinquente por atração pessoal pelo mundo do crime.

6. A ilusão dos "professores mágicos": Há uma expectativa irreal de que a escola e os professores possam compensar magicamente o ambiente doméstico predominantemente negativo ou a própria predisposição do indivíduo.

7. Critica à corporativização da solução: Critica-se a ideia ingênua (e por vezes defendida pela própria categoria) de que a solução para a formação moral dos alunos depende apenas de valorização salarial e benefícios no nível dos deputados federais.

 


.

Nenhum comentário:

Postar um comentário