quinta-feira, 2 de julho de 2026

Gosta de Escrever?

  



Nanda: Vamos ser sinceros amores…90% dos usuários do Substack não leem newsletters
  9% só lê rapidamente o conteúdo sensacionalista que gosta para poder fazer restack de notas sensacionalistas, para gerar engajamento.
 0,5% lê porque gosta de aproveitar o tempo e adquirir conhecimento independente do conteúdo.
 0,5% (e às vezes nem isso) realmente lê, reflete, e através do senso crítico, filtra o que pode ser aplicado ou não ao dia a dia.

William: Se o tema de um filme me chama atenção, assisto por 15 minutos, daí decido se vou gastar quase 2 horas nele ou não.

  Com textos grandes é um processo semelhante.
  Se for muito grande leio os primeiros 10 parágrafos.
  Decido se continuo lendo ou não.

  A maioria tem no máximo 10 parágrafos, leio e decido se vale a pena comentar ou não.
  99% prefiro não, os motivos são vários, cada caso é um caso.

  Aceito que usem o mesmo processo comigo.
  Introduzo o tema e minha linha de pensamento.
  Geralmente disponibilizo um link para o texto relacionado.
  Clica quem quer.
  Escrevo mais para minha própria distração, preencher o tempo.
  Se acontece alguma interação, gosto, dialogar também me distrai.
  Se não acontece, já me distraí escrevendo.
  Sou pragmático.

   Gostaria de ser um autor famoso mundialmente?
   Claro que sim.
   Qual a porcentagem de humanos de todas as épocas que conseguiram isso?
   Uma fração mínima.
   Ser famoso no Brasil já seria satisfatório

   Porém, o próprio Substack já mostra o quanto a competição é difícil.
   Eu me acho melhor que qualquer um aqui.😂
   Mas o número de pessoas que me adicionaram mostra cabalmente minha impopularidade.
   Para ficar famoso o que conta é isso, quantas pessoas vão gostar do que você produz.

   Eu não curto muito contos e poesias, prefiro análises filosóficas.
   Da mesma forma, a maioria pode não gostar de análises filosóficas e preferir outros conteúdos.
   Ainda tem as pessoas que gostam de filosofia, mas não gostam da que eu pratico.

  Veja que para ser popular depende do gosto dos outros, não do dá gente.
   Provavelmente, pelo menos 50% dos que escrevem são inseguros, intimamente não tem certeza da qualidade do que produz.
   Mas "aposto" que ao menos uns 20% são tão seguros da qualidade do que escrevem quanto eu.
   Acontece que esses 20% do qual eu faço parte, produzem no estilo que gostam.
   Escrevem para seu próprio prazer.
   Não tem fórmula mágica para fazer com que multidões tenham  o mesmo gosto que a gente e nos prestigiem a ponto de até pagar pelo nosso conteúdo.

  Quem gosta de escrever ... escreva.
  Torne seu conteúdo público, esteja aberto a troca de ideias.

  É aquele pensamento que podemos adaptar ao futebol:

  Gosta de jogar, jogue, se divirta.
  Se não joga, se priva até de alguma diversão.
  Se joga, chute a gol, ele pode acontecer.
  Se não chuta ... o que já era difícil fica impossível.
  



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 Resumo: 


1. O leitor deve escolher se continua ou não a leitura.
 Assim como você assiste aos primeiros minutos de um filme antes de decidir se vale a pena, faz o mesmo com textos longos. Você considera natural que os leitores ajam da mesma forma com seus escritos.

2. Você escreve principalmente por satisfação pessoal, não por validação externa.
O ato de escrever já cumpre seu objetivo de distração e reflexão. Se houver diálogo, ótimo; se não houver, o tempo escrevendo já foi bem aproveitado.

3. O sucesso de um autor depende muito mais do gosto do público do que da qualidade do texto.
Você argumenta que popularidade não é um indicador absoluto de mérito, mas do quanto o estilo e o tema agradam às pessoas.

4. Reconhecer a dificuldade de se tornar um autor famoso é uma postura pragmática.
Embora deseje reconhecimento, você admite que alcançar fama é algo raro e que a baixa popularidade no Substack demonstra o tamanho da competição.

5. Cada autor escreve no estilo que lhe dá prazer.
Você defende que muitos escritores confiantes produzem aquilo de que realmente gostam, mesmo sabendo que isso pode não atrair grandes públicos.

6. Não existe fórmula para conquistar multidões.
Mesmo um conteúdo considerado de qualidade pode não alcançar grande audiência, porque preferências pessoais não podem ser controladas nem padronizadas.

7. Quem gosta de escrever deve escrever e publicar.
Sua conclusão é um incentivo à ação: publicar, trocar ideias e "chutar a gol". A analogia com o futebol resume seu argumento central: quem não tenta elimina qualquer possibilidade de alcançar leitores ou reconhecimento.


  


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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Iluminismo e Protestantismo

 



Alex: O atraso histórico não se deve ao catolicismo, mas sim ao protestantismo (especialmente o calvinismo e o anglicanismo), que introduziu o pensamento dinheirista, imediatista e liberal no Ocidente.
  Essa mentalidade originou o Iluminismo e mudou o foco colonial da cristianização para a exploração pura. 
  Com isso, os valores tradicionais se perderam e o papel da educação foi delegado ao Estado por conveniência iluminista. 
   Você (William) precisa ler mais, lhe a falta base teórica e historiográfica. 

William: Não sou cristão, mas é comum eu sair em defesa do cristianismo quando seus críticos o atacam demasiadamente.
  Esse comentário corrobora bastante com meus argumentos.
  A igreja Católica foi de extrema importância para nossa "sociedade judaico-cristã", foi uma maneira do Império Romano se perpetuar mantendo uma certa coesão europeia em nome de Jesus Cristo, muito disso graças a conversão de Constantino.
  Se isso não tivesse acontecido os muçulmanos provavelmente tomariam toda a Europa; o Islamismo seria a maior religião do planeta.
  "Pra mim" os resultados em termos de qualidade de vida são bem melhores do lado cristão que do lado islâmico.

   Depois de consolidada, a Igreja Católica seria nossa ruina.
   Ela ficou muito parecida com o fanatismo islâmico.
   O período que vigorou a "Santa Inquisição" é a prova mais cabal disso.
   O que falar da venda de indulgências!?

   Nesse ponto surgiu o protestantismo.
   Não tem porque "idolatrá-los", também fizeram coisas terríveis (no passado todos nós enquanto humanos éramos mais "selvagens").
   Entretanto foi um ponto de ruptura que trouxe questionamentos profundos, uma revisão de rota.
   Exemplo.
   A Igreja Católica praticamente proibia cobrar juros pelo empréstimo do dinheiro, tal qual o Islã. 😉
   Mas tal qual o Islã acumulava fortunas incalculáveis.
   O protestantismo trouxe uma flexibilização nesse aspecto econômico.
   Sem juros, sem sistema bancário.
   Se bancos fossem algo tão nefasto seria a ruina do Ocidente, não foi.
   Qualquer Banco cobra juros bem mais baixos que os agiotas.
   O problema são pessoas que pegam dinheiro emprestado e não querem ter a obrigação de pagar!!

   No comportamental o Protestantismo deu abertura para questionar a "Ditadura do Catolicismo", contribuindo para o surgimento do Iluminismo. 
   O tempo mostrou de forma cabal o que deu mais certo.
   A cultura europeia ficou tão mais eficiente que predominou no mundo.
   O que faltou "de bom" no Islamismo foi um movimento semelhante ao Iluminismo europeu.
   Lá também houve uma cisão depois da morte de Maomé, Xiitas contra Sunitas.
   Os sunitas são no geral menos radicais, mas não a ponto de termos a liberdade democrática que temos no Ocidente.
   Valeu Cristãos!
   Católicos e Protestantes (apesar dos pesares) estão de parabéns!

Nota: Ateus tiveram a chance de mostrar seu valor (eficiência) na URSS, foi patético.
  Prefiro a sociedade judaico- cristã (Centro Direita), é a que apresenta melhores resultados.


Alex: Estava boa a argumentação até chegar no ponto de que a Igreja seria a ruína do Ocidente, usando a Santa Inquisição.😁

William: Eu usei apenas para evidenciar o radicalismo religioso.
  Ponto.
  Tudo mais é ilação da sua cabeça.
   Sou responsável pelo que escrevo não pelo que “você quer” entender.😉



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 Resumo: 


Papel histórico da Igreja Católica: Você argumenta que a conversão de Constantino e a atuação da Igreja Católica foram fundamentais para manter a coesão europeia e preservar a sociedade judaico-cristã, impedindo que os muçulmanos dominassem toda a Europa.

Superioridade na qualidade de vida: Sob a sua perspectiva, os resultados práticos em termos de qualidade de vida e desenvolvimento social são visivelmente superiores nas sociedades de matriz cristã quando comparadas às de matriz islâmica.

A decadência e o fanatismo católico: Você aponta que, após se consolidar, a Igreja Católica flertou com a própria ruína ao adotar posturas semelhantes ao fanatismo islâmico, citando a Santa Inquisição e a venda de indulgências como provas cabais dessa degradação.

O protestantismo como ruptura necessária: Sem a necessidade de idolatrar os protestantes (reconhecendo que também cometeram erros no passado), você defende que o movimento funcionou como uma revisão de rota indispensável para quebrar a hegemonia e os dogmas católicos.

Flexibilização econômica e importância dos juros: Você ressalta o impacto econômico do protestantismo ao permitir a cobrança de juros (prática proibida pelo Catolicismo e pelo Islã). Para você, essa mudança viabilizou o sistema bancário moderno, que se provou essencial para a eficiência e o avanço do Ocidente.

Contribuição para o Iluminismo e a liberdade: No aspecto comportamental, você defende que a abertura gerada pelos questionamentos protestantes contra a "ditadura do catolicismo" pavimentou o caminho para o surgimento do Iluminismo e para as liberdades democráticas ocidentais — algo que faltou ao Islã.

Preferência pelo modelo judaico-cristão: Ao traçar um paralelo com o ateísmo estatal (exemplificado pelo desempenho que você classifica como "patético" na URSS), você conclui que o modelo de sociedade judaico-cristã (alinhado à centro-direita) é o que apresenta os melhores resultados práticos.


  

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