terça-feira, 2 de junho de 2026

Trabalho JUVENIL

 


  William: Se um jovem de 14 anos quer ou precisa trabalhar, EU, não vejo problema em ele ter carteira assinada e ganhar como adulto. 

  O garoto aprende manobras complexas nos games.

  Qual a dificuldade em operar um caixa de super mercado (só um exemplo) e tratar os clientes com educação?


 

Beto: Escola noturna é para adultos, não para adolescentes.

William: É, a noite é para ficar no Tik Tok, baile funk, ou jogando game ...😉

Beto: Com exceção dos bailes funk , o Tik Tok e o jogo de game é lazer para adolescentes. 
  Até mesmo porque os adolescentes não precisam sair de casa para ficar no Tik Tok e jogar game. 
  Não é porque no seu tempo de adolescente não tinha Tik Tok e jogo de game que não presta. 😉😉😉😉😉

William: O que tinha no meu tempo tem hoje, novelas da Globo, ficar até tarde conversando na esquina, jogos de tabuleiro ... nada contra essas distrações.
  Quanto ao "game" ou Tik Tok não prestar são palavras suas, não minhas.

  Meu ponto é que se o adolescente quer ou precisa ganhar algum capital de manhã, sobrando para estudar a noite, não deve ser impedido pelo Estado de fazer isso.
  Ontem mesmo vi um vídeo do Luiz Barsi, ele fazia trabalhos informais na infância. 
 (O que sou contra, por isso defendo o Bolsa Escola).
  Com 14 anos entrou em uma corretora, ganhou experiência e gosto pela coisa.
  Com 40 anos já estava milionário.
  Aquele Milhão do passado que seria pelo menos uns 50 milhões hoje.



  É um caso a parte? sim.
  Ficar rico tão rápido "pra mim" é coisa das "interferências" (sorte), claro, não desmerecendo seu esforço.

  Histórias bem comuns eram garotos entrarem na Bosch ou empresas do tipo e crescerem profissionalmente.
  Uma colega (Lúcia, acho que era esse o nome) conseguiu entrar na DPaschoal, pagaram até parte da faculdade para ela.
  Até onde sei ficou muito bem... para meu padrão de pobre óbvio.

  Enfim, uma sociedade que dificulta jovens esforçados e responsáveis buscarem um bom posicionamento na sociedade desde cedo ... nem sei o que dizer...
  Bom mesmo é estimular o vitimismo!?

  "Você garoto negro tem que cobrar dividas ancestrais.
  Você garota tem poucas chances contra a sociedade patriarcal.
  Você criança mais distraída tem TDHA.
  Você mais introspectivo tem Autismo.
  Você garoto branco hetero é um lixo, uma da piores pragas da humanidade."
  😂😂

  Se você levasse a sério 
minhas brincadeiras de 
dizer verdades, 
teria ouvido verdades 
que insisto em dizer brincando.
  (Charles Chaplin)

 
✧✧✧

 

 Resumo: 

1. Defesa do Trabalho Formal aos 14 Anos: Você não vê problemas em um jovem de 14 anos trabalhar com carteira assinada e receber remuneração equivalente à de um adulto, caso ele queira ou precise.

2. Capacidade Intelectual e Operacional dos Jovens: Argumenta-se que, se os adolescentes são capazes de aprender e dominar manobras complexas em jogos eletrônicos, eles possuem total capacidade para executar tarefas do cotidiano profissional, como operar um caixa de supermercado e atender clientes com educação.

3. Liberdade de Escolha Frente ao Estado: Você defende que o Estado não deve impedir ou burocratizar o desejo do jovem de trabalhar no período diurno para obter capital, mesmo que isso signifique que ele precise estudar no período noturno.

4. Posicionamento Contra o Trabalho Informal na Infância: Embora seja a favor do trabalho formalizado na adolescência, você se posiciona explicitamente contra o trabalho informal na infância, defendendo mecanismos de suporte como o Bolsa Escola.

5. Valorização de Trajetórias de Crescimento Profissional: Através de exemplos práticos (como a trajetória inicial de Luiz Barsi e de jovens que entravam em grandes empresas como a Bosch ou a DPaschoal), você ilustra como o ingresso precoce no mercado formal permite acumular experiência, crescer profissionalmente e obter apoio para os estudos (como o custeio de faculdade).

6. Crítica à Cultura do Vitimismo: Há uma crítica direta ao que você identifica como o estímulo ao vitimismo social em detrimento do incentivo ao esforço e à responsabilidade individual. Você expressa preocupação com discursos que categorizam ou rotulam os jovens (por questões de raça, gênero ou neurodivergências), argumentando de forma satírica que essas narrativas podem desestimular o potencial dos jovens esforçados em buscar um bom posicionamento na sociedade.

7. Uso do Humor para Expressar Verdades: Utilizando uma citação de Charles Chaplin, você reforça que as ironias e brincadeiras presentes no diálogo servem como um veículo para expressar pontos de vista e verdades que considera sérias e fundamentais sobre a sociedade atual.

  


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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Menor Aprendiz

 

William: Você acha justo mesmo eu podendo fazer algo para amenizar meu sofrimento ser impedido de fazê-lo?
(Arquivo 9 de julho de 2012)



Beto: Está fazendo apologia ao trabalho infantil???

William: No texto tem uma defesa pessoal do que eu acredito.
  Defendo MEUS argumentos.
  Se um jovem de 14 anos quer ou precisa trabalhar, EU, não vejo problema dele ter carteira assinada e ganhar como adulto.
  O garoto aprende manobras complexas nos games.
  Qual a dificuldade em operar um caixa de super mercado e tratar os clientes com educação?

Beto: A questão não é "querer" ou "precisar" a ponto de trabalhar em qualquer coisa e largar os estudos. 
  Eu sou a favor do jovem aprendiz porque o adolescente não larga os estudos.
 Fora do jovem aprendiz o lugar de criança e adolescente é no colégio estudando.

William: Eu estudava a noite e trabalhava de manhã.
  Tem propostas mais à direita de horários flexíveis e trabalho intermitente.
  Quem quer engessar tudo são os mais à esquerda.
  Menor aprendiz é exploração, minha filha trabalhava tão bem quanto adultos e ganhava menos da metade de um salário mínimo.

Beto: O jovem aprendiz ajuda o jovem a ingressar no mercado de trabalho. 
  Combina trabalho prático em uma empresa com capacitação teórica em uma instituição parceira. 
  Salário mínimo- hora proporcional a horas trabalhadas, férias remuneradas( geralmente concedidas durante o recesso escolar), 13 salário, FGTS e vale transporte.
 Mais para vc é "exploração"!!!! 
 Para um adolescente isso é muito!!!

William: Que ajuda o jovem precisa?
  Surge a vaga, ele se candidata.
  Vamos ficar no exemplo do caixa, ele vai passar por treinamento como qualquer um.
  Eu nunca trabalhei em supermercado, teria que passar pelo mesmo treinamento.
  Tudo mais que você falou faz parte de ser registrado formalmente, não me venha com sofismas.
  E porque para o adolescente é muito!?
  Você não sabe a situação do cidadão.
  Meu caso é meio extremo, mas eu tinha minha mãe em casa porque cuidava do meu irmão com hidrocefalia.
  Tinha mais 3 irmãos menores que eu, minha irmã mais velha (ainda menor) depois de um tempo conseguiu emprego em uma loja de roupas.
  Mas por cerca de 1 ano e meio  meu salário na metalúrgica e algumas faxinas da minha mãe era tudo que tínhamos.
  Seu mundinho cor de rosa não acontece com todos.

Beto: Estudar a noite e trabalhar de manhã é pra adulto. 
  De menor tem que estudar integral ou trabalhar meio período e estudar de manhã ou a tarde. 
  Isso é o certo.

William: Por isso os horários flexíveis a combinar.
 Se a disponibilidade é de 4 horas ou seis horas que assim seja.
 Muitos lugares tem horários de pico que precisam de mais funcionários, depois são dispensáveis.
  Em economias modernas tão complexas o problema são burocratas do governo engessando tudo.
  Tratando todos os pobres como amebas.
  Tratando todo empreendedor como vampiro.


Nota: Aqui em Campinas desde quando consigo me lembrar tinha os Patrulheiros e os Guardinhas.
  Programas bem parecidos com o menor aprendiz e a mesma exploração.
  Os menores que conseguiam trabalho “normal” se davam bem melhor.
  Na escola noturna praticamente todos os menores trabalhavam de dia, se não me falha a memória era até uma exigência.
  A diferença é que uns ganhavam normal e outros eram Guardinhas ou Patrulheiros.

 O bom da juventude é o excesso de energia.
  Lembro que eu jogava bola descalço na rua por horas.
  Faz tempo que não suportaria coisas que eu fazia com 14 anos, meio que brincando.
  Lembro que na metalúrgica tinha uma hora de almoço.
  Terminava de comer e jogava futebol no tempo que restava!!!
  Caraca, já nos meus 30 nem me imaginava fazendo isso. 😉


Beto: ESSE É O SEU PROBLEMA... VC ACHA QUE O MUNDO GIRA AO SEU REDOR... E NÃO GIRA!!!

William: Não sou eu que quero engessar as relações como se todos tivessem os mesmos problemas.
  E TUDO ISSO NA MINHA VIDA JÁ PASSOU, nada disso gira em torno de mim ou das minhas filhas.
  No seu mundinho cor de rosa não tem crianças que nascem de famílias desestruturadas.
  Eu também não gostaria que tivesse, por isso falo tanto em PATERNIDADE RESPONSAVEL.


✧✧✧

 

 Resumo: 

1. Legitimidade do trabalho diante da urgência e do sofrimento real: Você defende que o indivíduo deve ter a autonomia de agir para mitigar as suas próprias dificuldades. Impedir alguém de trabalhar quando essa atividade é o meio direto e honesto disponível para aliviar o sofrimento econômico e familiar constitui uma grave injustiça estatal e moral.

2. Equivalência de capacidade e o direito ao salário integral: Se um jovem de 14 anos demonstra complexidade cognitiva na vida cotidiana (como a exigida em jogos eletrônicos), ele possui plena capacidade de operar funções comerciais, como o caixa de um mercado, após o treinamento padrão. Portanto, se o desempenho e a produtividade são equivalentes aos de um adulto, o jovem deve ter o direito de trabalhar formalmente (carteira assinada) e receber a remuneração integral de mercado, sem sofrer depreciação por sua idade.

3. Crítica ao modelo "Menor Aprendiz" como exploração disfarçada: Com base no exemplo prático de sua filha, você expõe que o programa governamental de aprendizagem muitas vezes serve como pretexto institucionalizado para pagar salários aviltantes. O jovem desempenha suas funções com eficiência e qualidade idênticas às dos funcionários comuns, porém recebe uma remuneração desproporcional (menos da metade de um salário mínimo), o que configura uma exploração chancelada pela lei.

 4. Desmistificação das falsas "ajudas" trabalhistas (O Sofisma dos Benefícios): Você rebate o argumento de que direitos como 13º salário, férias remuneradas e FGTS sejam "concessões especiais" ou vantagens do programa Menor Aprendiz. Tais garantias são meras obrigações legais decorrentes de qualquer contratação em regime formal de trabalho; usá-las para justificar a redução do salário-base do adolescente é um sofisma que mascara a desvalorização da sua mão de obra.

5. O choque de realidade contra o idealismo ("Mundinho Cor de Rosa"): Contradizendo as visões acadêmicas e padronizadas sobre o que a juventude "deve" ou "não deve" fazer, você apresenta a crueza dos fatos através da sua vivência pessoal (o sustento de múltiplos irmãos pequenos e os cuidados dedicados ao seu irmão com hidrocefalia). O argumento demonstra que existem cenários de vulnerabilidade extrema onde a renda do trabalho imediato é o único fator que separa uma família da miséria absoluta, tornando os discursos idílicos distantes da prática.

6. Defesa da flexibilização e do trabalho intermitente moderno: A alternativa viável para conciliar a necessidade econômica com os estudos reside nos modelos flexíveis de contratação presentes em economias modernas. Adotar jornadas variáveis (como períodos combinados de 4 ou 6 horas) que atendam aos horários de pico das empresas permite que o jovem trabalhe de acordo com sua disponibilidade real, sem a necessidade de modelos rígidos e padronizados.

7. O engessamento estatal e a visão distorcida da sociedade: Você conclui apontando que o excesso de regulamentações burocráticas impostas por vieses ideológicos acaba prejudicando justamente a população mais carente. Esse engessamento parte de premissas prepotentes e equivocadas do Estado: trata os cidadãos pobres como incapazes ("amebas") de gerir e decidir sobre suas próprias vidas e demoniza o empreendedorismo ("vampiros"), destruindo a sinergia legítima entre quem precisa trabalhar e quem precisa contratar.

  


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