Paulo Freire: "Não há saber mais ou saber menos, há saberes diferentes."
William >> Sério!?
A criança quando chega na escola sabe tanto quanto o professor?
José >> Irmão, lê de novo.
William >> Li e não concordo.
De repente uma pessoa lê muitos livros.
Não lê só por ler, analisa, compreende.
E alguém que nunca se interessou por leitura ou em algum aprendizado, sabe tanto quanto o estudioso!?
Tá de repente essa pessoa que não curte leitura, curte muito mecânica de automóveis, ela tem esse “saber diferente” e nesse quesito sabe mais que o estudioso.
Mas de conhecimento geral não tem comparação.
Eu sou esse estudioso e sei muito mais que a média da população.
Evidente que tem pessoas mais estudiosas que eu, que acumularam ainda mais conhecimento.
Será que é seu caso?
Sim, há saber mais e saber menos.
José >> A criança traz saberes da sua vivência, cultura e ambiente, enquanto o professor traz o conhecimento científico e pedagógico.
São saberes diferentes, não maiores ou menores.”
William >> O professor também foi criança, tem esse tipo de saber equivalente ao da criança e MAIS tempo de vivência e MAIS conhecimento pedagógico.
José >> O bom professor usa o que o aluno já sabe como ponto de partida para ensinar o que ele ainda não sabe.
William >> O professor particular pode se dar a esse luxo.
O professor de escola normal tem que começar a matéria com início, meio e fim.
O aluno que já sabe alguma coisa, vai aprender mais rápido, só isso.
Quere dar aula individualizada em uma sala com 30, 40 alunos ... nem sei o que dizer.
Ai começou nosso atraso no aprendizado.
José >> Se a educação fosse só despejar conteúdo em quem 'não sabe nada', seria apenas memorização, não aprendizado real.
Memorização, essa que é justamente um dos fatores da precarização do ensino.
William >> Discordo, memorizar é um atalho natural do cérebro.
Treinar a memória desde de cedo é muito útil.
Por esses dias vi um vídeo onde um matemático explicava porque 2 mais 2 são 4.
Caraca na metade da explicação ele já estava falando grego para mim😂.
Eu decorei a tabuada, sei instintivamente que 2 mais 2 são 4.
Isso foi muito útil na minha vida.
“Entender” porque, seria interessante se eu seguisse a profissão de matemático.
José >> Por exemplo, você sabe construir uma casa do zero?
Provavelmente não, mas existe o "seu Zé", pedreiro analfabeto, que mal estudou e sabe levantar uma casa do zero.
Só porque ele não estudou não significa que você sabe mais que ele.
Quer dizer, não há como fazer comparativos, porque são saberes diferentes.
Dito isso: leia novamente a frase.
William >> Tirando a construção da casa, sim, sei muito mais que o seu Zé caso ele seja analfabeto.
Na empresa que fiquei mais tempo eu era encarregado de produção na fabricação de óculos, óbvio que precisava saber ler e muito bem.
Sendo do meu interesse minha facilidade para aprender fazer casa seria muito maior que a do seu se Zé em comandar uma linha de produção.
Evidente que eu sei muito mais que ele.
Leandro>> Você entendeu tudo errado!
William >> Pode me explicar?
Leandro>> Eu acho que VC é muito mais inteligente que eu quem escreve artigos não deveria ter problemas pra entender Freire 😫.
VC não sabe fingir.
William >> Você está dizendo que eu tenho MAIS saber que você?
Então esta corroborando com meu ponto.
Existe saber mais e saber menos.
Grato pela participação.
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Resumo:
1. Existe diferença de nível de conhecimento entre as pessoas. Você rejeita a frase de Paulo Freire e sustenta que estudo, leitura, análise e experiência acumulam conhecimento, permitindo afirmar que há quem saiba mais e quem saiba menos.
2. O professor reúne mais saberes que a criança. Além de já ter vivido a infância, o professor possui mais tempo de experiência e formação pedagógica, não sendo equivalente dizer que ambos apenas possuem "saberes diferentes".
3. Saberes específicos não anulam diferenças de conhecimento geral. Você reconhece que um mecânico ou pedreiro pode dominar sua área, mas argumenta que isso não elimina a superioridade de conhecimento geral de quem estudou amplamente.
4. O ensino coletivo exige uma sequência comum. Você afirma que, em salas com 30 ou 40 alunos, não é viável individualizar o ensino para cada nível de conhecimento, cabendo ao professor apresentar a matéria de forma estruturada.
5. A memorização é uma ferramenta importante da aprendizagem. Você defende que decorar conteúdos, como a tabuada, é um atalho natural do cérebro e traz benefícios práticos, mesmo sem compreender profundamente toda a fundamentação teórica.
6. A escolarização amplia a capacidade de aprender novas habilidades. Você argumenta que alguém alfabetizado e acostumado a estudar teria maior facilidade para aprender um ofício técnico do que um analfabeto teria para desempenhar funções que exigem leitura e conhecimento formal.
7. Os próprios críticos reforçam sua tese. Ao destacar que um interlocutor afirmou que você "sabe mais" do que ele, você conclui que essa admissão contradiz a ideia de que não existe "saber mais ou saber menos", corroborando seu argumento central.
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