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Resumo:
1. Diferença radical em relação às IAs tradicionais — Diferentemente de modelos como GPT, Grok ou Gemini (que exigem que o usuário compartilhe explicitamente informações e não têm acesso automático a arquivos particulares), os agentes de IA baixáveis ficam cientes de absolutamente tudo que o usuário faz no celular ou computador, com acesso total e contínuo aos dados pessoais.
2. Capacidades invasivas e de simulação profunda — Esses agentes aprendem o estilo do usuário de forma muito íntima, podendo escrever textos simulando exatamente a voz do autor, analisar e-mails e notificações, responder automaticamente — o que representa um nível de intromissão e automação muito superior ao das IAs conversacionais convencionais.
3. Perda irreversível de controle e privacidade — Ao instalar um agente, o usuário entrega o controle total de seus dados e atividades; o autor enfatiza que nunca sabemos ao certo quem criou o agente nem o quanto realmente somos seu "senhor", abrindo risco de acesso indevido pelos criadores ou terceiros.
4. Risco de extrapolação algorítmica e "vontade própria" — Mesmo que a tecnologia atual não permita consciência, o funcionamento probabilístico pode levar o agente a extrapolar funções de maneiras indesejadas (ex.: decidir autonomamente o que responder em um e-mail importante ou até ignorar comandos), criando cenários de perda de soberania que o autor considera plausíveis em princípio.
5. Posição pessoal firme de recusa — Você declara explicitamente: **não usa, não pretende usar e NÃO recomenda** esses agentes, argumentando que o custo em termos de controle, privacidade e risco é inaceitável para qualquer uso cotidiano em dispositivos com dados sensíveis.
6. Crítica aos adotantes como cobaias voluntárias — Quem baixa e usa esses agentes está servindo de cobaia para uma tecnologia nova e pouco compreendida; o autor vê ironia e certa leviandade nessa adoção generalizada, sem que os riscos sejam devidamente ponderados.
7. Defesa da inteligência natural como alternativa preferível— Em vez de depender desses agentes, o autor conclui defendendo o uso da **"inteligência natural"** humana, que deve ser priorizada e exercitada — "Todos temos 'inteligência natural', USEMOS" —, evitando assim dependência desnecessária e riscos evitáveis.
Esses pontos capturam o cerne da sua argumentação: uma crítica filosófica e prática à adoção irrefletida de agentes de IA, centrada na preservação da autonomia, privacidade e soberania do sujeito humano.
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