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Comentarista: A OpenAI hoje tem mais de 800 milhões de usuários ativos semanais e ainda não faz dinheiro, sabe o que significa isso? que a conta não fecha e isso cria um novo problema.
Que em pouco tempo as suas respostas vão estar cheias de indicações patrocinadas e o SEO vai voltar de uma forma mais bandida, onde artigos vão ser indicados por posicionamento (e por dinheiro) e não pela coerência.
Fora o fato de que no meio das respostas provavelmente vai aparecer algo como por exemplo: você pode fazer essa receita usando a panela X (com um link embutido)
E assim nós vamos ver um google 2.0 que ficou completamente inútil depois do conteúdo patrocinado.
Me assusta muito a ideia de que anúncios vão ser infiltrados em conversas normais em que boa parte da população nem vai perceber, por isso digo:
A IA é muito mais uma ferramenta de controle e manipulação de pensamento, do que algo que veio pra “ajudar o mundo”.
Uma empresa desse porte, com esse nível de influência, é capaz de direcionar o mundo pra qualquer caminho que os acionistas desejarem.
Assim como em 1984, já existem muitas palavras caindo no esquecimento com o uso reduzido pois não são utilizadas / incentivadas pela IA.
Em algum tempo, muita gente vai se dar conta que perdeu não só a liberdade de pensar, como também de escolha.
Esse futuro emburrece, escraviza e sinceramente assusta muito.
William: Os velhos quase sempre tem medo do novo.
Quando os livros começaram a ficar popular não faltou quem criticasse.
A juventude se apegava aos livros e não a experiência dos mais velhos.
Depois foi o rádio, cinema, TV, internet ... agora IA.
Esse “velho” não é só sobre idade biológica...
Comentarista: A OpenAI faturou 13 no ano mas teve prejuízo de 9, Nubank lucrou mais de 1,5.
Por enquanto estamos na fase de investimento, uma hora essa conta vai ter que fechar, e ainda com incertezas se realmente vão ter demanda pra toda essa infraestrutura.
Eles na mesma corrida (não na mesma magnitude) das empresas de tecnologia que contrataram todos os desenvolvedores do mercado apenas para roubar do concorrente.
Então agora é construa primeiro (antes que a construção concorrente) e depois a gente vê se tem pra onde direcionar toda essa demanda de computação, tanto que até estrutura energética estão tendo que desenvolver pq tá indo além da capacidade.
Pode dar muito bom, como também pode dar extremamente ruim, ainda mais no cenário de bolha que o produtor de hardware não investe em software e vice-versa inflando completamente os valores de mercado.
William: Mas a maravilha está justamente aí.
A Bolsa de Valores é um grande jogo de apostas.
O cassino dos muito ricos, que acaba beneficiando toda a sociedade.
Quem tem pouco capital ou prefere não se arriscar aporta dinheiro nas empresas mais “consolidadas”.
Quem acha mais emocionante as grandes apostas vai nas empresas “promissoras”.
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O vídeo "Como o Agro Transformou metade do Seu PIB em Capital Estrangeiro" analisa a dependência tecnológica e financeira do agronegócio brasileiro . Embora o setor represente quase 30% do PIB, o autor argumenta que grande parte dessa riqueza é drenada para o exterior através de três frentes:
Insumos: O Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes .
Tecnologia e Química: O mercado de agrotóxicos e sementes transgênicas é dominado por multinacionais (como Bayer e Syngenta), para as quais o país envia bilhões em lucros e royalties.
Maquinário: A mecanização de ponta depende fortemente de importações da China e Índia .
O resumo aponta um paradoxo: o Brasil fornece terra, sol e água, mas exporta commodities de baixo valor agregado enquanto importa tecnologia cara .
O vídeo também alerta para os riscos sociais e ambientais "socializados", como o uso de venenos proibidos na Europa e a concentração de terras por fundos estrangeiros .
Se não paramos para meditar, achamos o vídeo maravilhoso e nos sentimos "explorados".
Mas será que é isso mesmo?
Sementes, fertilizantes, maquinários.
Adquirimos esses insumos de empresas estrangeiras porque somos idiotas?
Claro que não, os caras produzem com uma qualidade e custo que não temos como competir.
Veja o exemplo dos fertilizantes.
O MAP (Fosfato Monoamônico) é o principal produto deste grupo exportado pelos russos ao Brasil.
A Petrobras tem tecnologia para produzir esse produto, o problema é que a reserva russa é muito maior que a nossa.
O produção por si só já sai mais cara, acrescentemos o "custo Brasil" e importar dos russos sai mais barato.
Alguém pode pensar: "Então vamos diminuir o custo Brasil".
Com certeza não é o Arcabouço Fiscal do Haddad que pretende fazer isso, muito pelo contrario.
Outro pode dizer: "Vamos subsidiar o fosfato".
É né 😉 vamos subsidiar as maquinas, as sementes, os defensivos agrícolas ...
Um do problemas brasileiros é dar (na melhor das intenções) subsídios e isenções fiscais de acordo com lobbies.
Em certo ponto do vídeo o autor fala sobre usarmos defensivos agrícolas banidos na Europa.
A UE faz tempo que entrou no modo ambientalista fanático.
A Alemanha chegou ao ponto de banir usinas nucleares.
Agora que o Estados Unidos está se afastando deles quero ver por quanto tempo o "preciosismo" vai persistir.
Somos nós que temos complexo de vira lata ou os europeus que estão exagerando na soberba?
Atenção: Quem define que tipo de defensivo agrícola pode ser usado no Brasil são órgãos governamentais brasileiros.
Se está havendo CORRUPÇÃO para ser aprovado o que não devia ... o problema está na nossa tolerância enquanto povo com a corrupção.
Vejam que se tornar competitivo em um nicho não acontece por um passe de mágica.
Pense na indústria automobilística.
Imagine expulsarmos todas as empresas estrangeiras (multinacionais).
Pararmos com todo e qualquer tipo de importação de peças para carro.
Conseguimos produzir carros 100% nacionais sem precisar dividir (através de insumos) nosso faturamento com mais nenhuma empresa estrangeira?
Sim, é possível.
Quanto esse carro iria custar?
Quantas décadas demoraríamos para desenvolver certos chips que só poucas empresas dominam a tecnologia?
Para conseguirmos desenvolver tecnologia de ponta, precisamos de "escolarização de ponta"...
Lembrei desse comentário:
Letícia Oliveira: Ah mas puta que me pariu, eu acordei e tem gente falando que o Brasil tem que ter bomba atômica e que o Enéas estava certo.
William: O que precisamos é mudar nossos conceitos sobre “escolarização”.
Na Alemanha aos 10 anos a criança ė classificada segundo seu grau de inteligência e capacidade de disciplina nos estudos.
Essa classificação define a próxima etapa de escolarização.
Os melhores vão para um tipo de escola de excelência.
Os medianos para uma escola de média exigência.
Os pouco inteligentes (ou com falta de foco) para uma escola menos exigente.
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