domingo, 4 de janeiro de 2026

Plantar Capim

 

Comentarista: O bom de brasileiro com síndrome de vira lata é que se for bombardeado pelo tio Sam, morre sorrindo 😃

William: Lembrei desse vídeo que assisti.
  Basicamente ele diz que metade do faturamento do agronegócio fica com empresas estrangeiras.


  

  

YouTube- Link

  O vídeo "Como o Agro Transformou metade do Seu PIB em Capital Estrangeiro" analisa a dependência tecnológica e financeira do agronegócio brasileiro .      Embora o setor represente quase 30% do PIB, o autor argumenta que grande parte dessa riqueza é drenada para o exterior através de três frentes:

 

Insumos: O Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes .

 

Tecnologia e Química: O mercado de agrotóxicos e sementes transgênicas é dominado por multinacionais (como Bayer e Syngenta), para as quais o país envia bilhões em lucros e royalties.

 

Maquinário: A mecanização de ponta depende fortemente de importações da China e Índia .

 

  O resumo aponta um paradoxo: o Brasil fornece terra, sol e água, mas exporta commodities de baixo valor agregado enquanto importa tecnologia cara . 

  O vídeo também alerta para os riscos sociais e ambientais "socializados", como o uso de venenos proibidos na Europa e a concentração de terras por fundos estrangeiros .


 

  Se não paramos para meditar, achamos o vídeo maravilhoso e nos sentimos "explorados".

   Mas será que é isso mesmo?


   Sementes, fertilizantes, maquinários. 

   Adquirimos esses insumos de empresas estrangeiras porque somos idiotas?

   Claro que não, os caras produzem com uma qualidade e custo que não temos como competir.


   Veja o exemplo dos fertilizantes.

   O MAP (Fosfato Monoamônico) é o principal produto deste grupo exportado pelos russos ao Brasil.

   A Petrobras tem tecnologia para produzir esse produto, o problema é que a reserva russa é muito maior que a nossa.

  O produção por si só já sai mais cara, acrescentemos o "custo Brasil" e importar dos russos sai mais barato.


   Alguém pode pensar: "Então vamos diminuir o custo Brasil".

   Com certeza não é o Arcabouço Fiscal do Haddad que pretende fazer isso, muito pelo contrario.


  Outro pode dizer: "Vamos  subsidiar o fosfato".

  É né 😉 vamos subsidiar as maquinas, as sementes, os defensivos agrícolas ...

  Subsídios - Link


  Um do problemas brasileiros é dar (na melhor das intenções)  subsídios e isenções fiscais de acordo com lobbies.




  Em certo ponto do vídeo o autor fala sobre usarmos defensivos agrícolas banidos na Europa.

  A UE faz tempo que entrou no modo ambientalista fanático.

  A Alemanha chegou ao ponto de banir usinas nucleares.

  Agora que o Estados Unidos está se afastando deles quero ver por quanto tempo o "preciosismo" vai persistir.

  Somos nós que temos complexo de vira lata ou os europeus que estão exagerando na soberba?




 Atenção: Quem define que tipo de defensivo agrícola pode ser usado no Brasil são órgãos governamentais brasileiros.

  Se está havendo CORRUPÇÃO para ser aprovado o que não devia ... o problema está na nossa tolerância enquanto povo com a corrupção.

 

 


  Vejam que se tornar competitivo em um nicho não acontece por um passe de mágica.

  Pense na indústria automobilística.

  Imagine expulsarmos todas as empresas estrangeiras (multinacionais).

  Pararmos com todo e qualquer tipo de importação de peças para carro.


  Conseguimos produzir carros 100% nacionais sem precisar dividir (através de insumos) nosso faturamento com mais nenhuma empresa estrangeira?

   Sim, é possível.

   Quanto esse carro iria custar?

   Quantas décadas demoraríamos para desenvolver certos chips que só poucas empresas dominam a tecnologia?


   Para conseguirmos desenvolver tecnologia de ponta, precisamos de "escolarização de ponta"...


  Lembrei desse comentário:


Letícia Oliveira‬: Ah mas puta que me pariu, eu acordei e tem gente falando que o Brasil tem que ter bomba atômica e que o Enéas estava certo.



William: O que precisamos é mudar nossos conceitos sobre “escolarização”.

  Na Alemanha aos 10 anos a criança ė classificada segundo seu grau de inteligência e capacidade de disciplina nos estudos.

  Essa classificação define a próxima etapa de escolarização.

  Os melhores vão para um tipo de escola de excelência.

  Os medianos para uma escola de média exigência.

  Os pouco inteligentes (ou com falta de foco) para uma escola menos exigente.

  Escola na Alemanha - Link


   Aqui temos a "Pedagogia do Oprimido" onde a criança cresce sendo orientada a odiar empresas e empresários.
  Onde o professor não exige disciplina para não ser considerado "opressor."
  Onde consideramos todos os alunos "iguais" em intelecto, dessa forma a turma é obrigada a ir no ritmo do mais lento.

  Nosso problema não é "síndrome de vira lata".
  É plantar capim e esperar que nasça um pomar variado.

✧✧✧

.

Nenhum comentário:

Postar um comentário