Letramento racial é o processo educativo de reeducação voltado para a desconstrução de práticas racistas.
Diferente de apenas "não ser racista", ele exige uma postura ativa.
Seus pilares incluem:
Reconhecimento: Entender que o racismo é estrutural, não apenas individual.
Vocabulário: Aprender termos e conceitos para nomear privilégios e opressões.
Interpretação: Perceber ideologias racistas em gestos, falas e instituições.
Ação: Adotar práticas antirracistas no dia a dia.
É um aprendizado contínuo para transformar a percepção social.
(Gemini)
Observem que é um grupo querendo estabelecer novos pontos de vistas.
Um exemplo rápido o qual já analisei.
Segundo o "Letramento Racial" não devemos usar a palavra "mulato"
Decidiram que a palavra deriva de mula, comparando o filho de negros e brancos a um animal híbrido e estéril, o que é desumanizante.
Decidiram que temos que ignorar outra possível origem.
A palavra vem do árabe "muwallad", que significa "mestiço" ou "estrangeirizado" (usado para filhos de árabes com não-árabes).
Vejam bem, cientificamente os filhos de brancos com negros ou árabes e estrangeiros não são estéreis.
Também nunca foi dito que não são tão humanos quanto os pais.
Historicamente, a ideia de que pessoas negras "não tinham alma" é um mito comum usado para explicar a escravidão, mas não existiu uma doutrina oficial (especialmente na Igreja Católica) que pregasse isso. Pelo contrário, para justificar a conversão forçada e o batismo, era necessário reconhecer que o escravizado tinha uma alma a ser salva.
Deduzimos com lógica e ciência que mulato é apenas um termo para "mestiço".
Meu pai era negro, minha mãe era branca.
No meu registro de nascimento esta escrito pardo.
(Quando a criança nasce a pigmentação da pele não esta bem definida.)
Tenho 3 irmãs e um irmão que continuaram pardos.
Eu realmente fiquei negro ... sou a ovelha negra da família 😂, mas ... somos todos MULATOS.
Quem quiser "problematizar" ... que problematize.
Saudações democráticas!
Eu prefiro manter o bom senso, gosto da palavra mulato, tem uma sonoridade gostosa, melhor que pardo.
"Pra mim" claro, cada um tem seu gosto.
✧✧✧
Resumo:
1. Questionamento da Imposição Ideológica:
Você argumenta que divisões sociais (como "explorados vs. exploradores") não são leis universais e questiona a tentativa de grupos de estabelecerem novos pontos de vista como verdades inquestionáveis.
2. Origem Etimológica Alternativa: Você defende que a palavra "mulato" possui uma raiz árabe (*muwallad*), significando "mestiço" ou "estrangeirizado", contrapondo-se à tese de que derivaria apenas de "mula".
3. Argumento da Lógica e Ciência: Você utiliza a biologia para refutar a comparação com animais híbridos, lembrando que filhos de brancos e negros não são estéreis e sempre foram reconhecidos como plenamente humanos.
4. Desmistificação do "Negro sem Alma": Você aponta que a ideia de que a Igreja negava alma aos negros é um mito, pois o próprio processo de batismo e conversão forçada pressupunha o reconhecimento de uma alma a ser salva.
5. A Identidade como Vivência Pessoal: Ao compartilhar sua história familiar (filho de pai negro e mãe branca, registrado como pardo, mas identificado como negro), você reivindica o termo "mulato" como uma descrição legítima de sua própria realidade.
6. Crítica à "Problematização": Você demonstra resistência ao que chama de "problematização" linguística, preferindo manter o que considera bom senso e o direito individual de gostar ou usar certas palavras.
7. Defesa da Estética e do Gosto Individual: Você argumenta que a escolha de termos também passa pela sonoridade e pelo gosto pessoal, afirmando preferir "mulato" a "pardo" por uma questão de percepção subjetiva.
O texto encerra reafirmando sua autonomia de pensamento com as "Saudações mulatas".
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