sexta-feira, 12 de junho de 2026

Ego e Guerras

 


 

 Comentarista: Defendo que a guerra não é inevitável, mas sim o produto do ego humano e de sua busca por superioridade.
  Argumento que os conflitos, explicados como disputas econômicas ou territoriais, ocultam o delírio de grandeza de líderes protegidos em gabinetes.
   Destaco que essa máquina bélica trata vidas como dados técnicos descartáveis, citando as catástrofes humanitárias e as milhares de mortes na Ucrânia e em Gaza.
   Por fim, critico o financiamento bilionário de potências como os EUA, evidenciando que a guerra é mantida pela vaidade de poucos e pela recusa do ego em aceitar limites.
 
  “A guerra e o ego operam em dependência mútua: um fornece a motivação, o outro executa a destruição.
  Não há fatalidade biológica nisso; há uma decisão política fundamentada na vaidade de poucos e no sacrifício de muitos.”


William: O "ego" faz parte da natureza de todos nós ... logo as consequências são sim em parte uma fatalidade biológica.
  Eu acompanhei tanto quanto possível a guerra na Ucrânia e subjugá-la era sim vontade da maioria dos russos.
  Putin ficou muito popular com sua invasão.

  Agora alguns russos são contra a guerra porque estão sendo duramente atingidos.
  Pensaram que a vitória viria fácil como quando invadiram a região da Criméia em 2014, mas dessa vez ucranianos estavam melhor preparados.

  Putin e tantos outros não estão no poder por terem poderes mágicos sobre o povo.

  Veja o caso do Brasil.
  Lula não tem poderes mágicos de hipnose sobre o povo.
  Apesar de toda corrupção nos seus governos ele tem uma base sólida de eleitores.

  O “ego” dele é alimentado por milhões de cidadãos.

  Não tem povo inocente.
  O confronto surge porque um Hitler sempre encontra um Winston Churchill pelo caminho.
  Daí cada um se posiciona do lado de quem achar que deve, entendendo que NÃO EXISTEM SANTOS.




   
 Ego:  É a nossa autoimagem, a identidade e o senso de importância própria que, em excesso, associamos à vaidade.


***

 

 Resumo: 


1. A guerra como fatalidade biológica parcial: O ego é uma característica intrínseca da natureza humana, o que torna os conflitos e suas consequências, em parte, uma inevitabilidade biológica, e não apenas uma escolha isolada de líderes.

2. O apoio popular às invasões: Conflitos como a guerra na Ucrânia refletem o desejo de grande parte da população (neste caso, a maioria dos russos em subjugar o país vizinho), evidenciando que a validação da guerra também parte da base da sociedade.

3. Popularidade e poder dos líderes: Líderes autoritários, como Vladimir Putin, ganham popularidade real através de ações expansionistas; eles não governam ou manipulam as massas por meio de "poderes mágicos" ou hipnose.

4. Mudança de postura por conveniência: A oposição interna de alguns cidadãos à guerra (como na Rússia atual) muitas vezes só surge quando eles são duramente afetados pelo conflito, e não por uma rejeição moral prévia, especialmente após experiências de conquistas fáceis no passado (como a Crimeia em 2014).

5. Alimentação mútua entre líder e seguidores: O ego e o poder de figuras políticas proeminentes — utilizando o exemplo de Lula no Brasil — são sustentados e alimentados por bases sólidas de milhões de eleitores, que permanecem fiéis apesar de históricos de corrupção.

6. Corresponsabilidade da população ("Não há povo inocente"): A sociedade civil não é uma vítima passiva ou inocente; os cidadãos validam, dão suporte e sustentam o ego e as decisões de seus governantes.

7. Ausência de salvadores e a dinâmica dos opostos: O confronto histórico inevitavelmente ganha escala porque líderes expansionistas (como Hitler) sempre encontram resistência à altura (como Churchill). Diante disso, os indivíduos escolhem lados cientes de que, na geopolítica, não existem "santos".



  


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