quarta-feira, 17 de junho de 2026

Evangélicos e Política

 



"Malafaia critica Flávio Bolsonaro e volta a defender Tarcísio como nome da direita"

   O líder religioso destacou que o nome de Tarcísio seria capaz de unir o centro e a direita com mais facilidade em uma disputa contra Lula

Estadão Conteúdo


Airton: Fui o primeiro, ainda nos anos 80, a me opor à entrada dos evangélicos na política, prevendo que eles a estragariam, o que de fato aconteceu. 
  Quando migraram em bando para o PT, avisei que o partido acabaria com eles. 
 Hoje, vejo ambos se destruindo. 
 Evangélicos e petistas agem como seitas fanáticas que buscam apenas dominar as massas.
  Desde o início da Universal, eu já alertava que não terminaria bem. 
  Para mim, ela, a CUT e o MST vão destruir o país.   
  Com o surgimento dos carismáticos, da Marcha para Jesus e da Parada Gay, o Brasil ruiu. 
  Agora, o diabo faz a festa na política, na música e nas religiões.

William: Sempre defendi a liberdade de expressão.
  Evangélicos fizeram bem em entrar na política.
  A natureza detesta o vácuo.
  Se eles não ocupassem esse espaço outros ocupariam.
  Evangélicos fizeram um bom trabalho nos Estados   Unidos e em tantas outras nações.
  Tudo tem seu tempo de amadurecimento.
  Com os debates intensos na internet nossos evangélicos podem ficar mais eficientes.

  É garantia que irão melhorar?
  Claro que não.
  Mas tem melhor potencial de melhora do que os fanáticos em Karl Marx.


  Admiro muito a cultura holandesa:
  (Não significa que eu considere perfeita ... antes que distorçam o que esta escrito.)

 
   Historicamente cristã, a Holanda foi moldada pelo catolicismo medieval e, no século XVI, pela Reforma Protestante, onde o calvinismo se tornou a força religiosa e política dominante, ligada à identidade nacional.
  Católicos, protestantes e seculares, estruturavam a educação, a mídia e a política até meados do século XX.
   A partir dos anos 1960, a Holanda passou por uma secularização acelerada.
  Hoje, é uma das nações mais secularizadas do mundo mais da metade da população se declara sem religião.
   A paisagem atual é de pluralismo, liberdade religiosa.
 
   Espiritualidade sem Dogma.
   Muitos holandeses “sem religião” não abraçam o materialismo científico puro (o ateísmo radical).
   Eles admitem a hipótese de que a consciência humana pode sobreviver à morte ou que existem planos de existência paralelos.
   No entanto, eles preferem investigar ou aceitar isso de forma individual, sem se associarem a centros espíritas, terreiros ou igrejas. 

 
  Eu compartilho dessa visão muito comum na sociedade holandesa atual.
  A de que o universo é complexo demais para ser resumido ao Deus das religiões abraâmicas, mas também sutil demais para ser reduzido estritamente à matéria visível. 
  É o pragmatismo de manter a mente aberta à lógica de outras possibilidades de vida e consciência.



 Nota: Concordo com Silas Malafaia.
  Em Janeiro de 2026 eu pensava igual ele e ... continuo pensando.
  Jair Bolsonaro escolher Flávio foi mais uma de suas varias atitudes "pouco inteligentes" ... para não falar outra coisa.
  Se tivesse optado por Tarcísio, os mais a direita ganhariam tanto impulso que nesse momento todas as forças politicas e econômicas estariam se preparando para transição.
   Evidente que os petistas são um caso perdido, irão votar no Inácio de qualquer jeito.
   Os bolsonaristas atendendo ao desejo do "mito" apoiariam Tarcísio com todas as forças.
   Os que não querem nem Lula nem Bolsonaro teriam uma opção satisfatória.
   Se livrariam do Lula e em parte dos Bolsonaros.

   Pragmaticamente ... não adianta chorar o leite derramado.
   Vou votar no Romeu Zema.
   No segundo turno, ao que tudo indica, vou tapar bem o nariz e votar no Flávio.

   Confesso que estou um tanto "apático".
   Se o Flávio ganhar tem seu lado bom, o Brasil provavelmente vai diminuir a excessiva irresponsabilidade fiscal.

  Se o Inácio ganhar, o lado bom é que ele mesmo vai ter que lidar com a arapuca econômica que criou.

  E o povo?
  Não existe povo inocente, todos (que se importam) estão cientes do caos que tomou conta da Venezuela e da Argentina recentemente ao insistirem nos gastos exorbitantes sem a receita correspondente.

  O Brasil é do jeito que a maioria dos votos validos querem que seja.
  Os brasileiros que não se importam, anulam os votos, é o direito deles.

✧✧✧

 

 Resumo: 


1. Legitimidade da participação evangélica na política: Em contraposição à visão de que a religião estraga a política, você defende que os evangélicos fizeram bem em ocupar o espaço político. Baseando-se no princípio de que "a natureza detesta o vácuo", você argumenta que se esse espaço não fosse preenchido por eles, seria ocupado por outros grupos.

2. Potencial de amadurecimento e eficiência: Citando o exemplo bem-sucedido dos evangélicos nos Estados Unidos e em outras nações, você sustenta que o movimento político evangélico no Brasil passa por um tempo natural de amadurecimento. Com a intensidade dos debates na internet, o grupo possui um potencial de melhora e eficiência muito superior ao dos "fanáticos em Karl Marx".

3. Alinhamento com o pragmatismo e a espiritualidade holandesa: Você expressa grande admiração pela cultura e evolução histórica da Holanda, identificando-se diretamente com a mentalidade de parcela daquela sociedade: a "espiritualidade sem dogma". Trata-se de uma visão que rejeita o materialismo científico puro (ateísmo radical), mantendo a mente aberta à complexidade do universo e à hipótese de outras formas de vida e consciência, sem a necessidade de amarras a religiões institucionais ou abraâmicas.

4. Crítica à estratégia política de Jair Bolsonaro: Você concorda com a análise de Silas Malafaia e classifica a escolha de Flávio Bolsonaro por parte de Jair Bolsonaro como uma atitude "pouco inteligente". Em sua análise, se a opção do Bolsonaro tivesse sido Tarcísio de Freitas, a escolha ganharia um impulso tão expressivo que uniria bolsonaristas, a direita e o centro, isolando o PT e consolidando uma transição política e econômica segura.

5. Posicionamento eleitoral pragmático: Diante do cenário desenhado para as eleições, você adota uma postura pragmática: seu voto de preferência inicial vai para Romeu Zema. Contudo, em um eventual segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula (Inácio), você optará por votar em Flávio, mesmo de forma relutante ("tapando o nariz"), visando conter a irresponsabilidade fiscal.

6. Análise dos cenários pós-eleitorais: Demonstrando certa apatia com o atual panorama, você identifica pontos positivos nos dois caminhos prováveis: uma vitória de Flávio traria o benefício de diminuir o excesso de irresponsabilidade fiscal do país; já uma vitória de Lula obrigaria o próprio petista a lidar diretamente com a "arapuca econômica" que ele mesmo criou.

7. Responsabilidade coletiva do eleitorado: Você defende que não existe "povo inocente" no processo político. Argumenta que a população está ciente das crises geradas por gastos exorbitantes sem receita correspondente — como ocorreu recentemente na Venezuela e na Argentina. Portanto, de forma lógica e factual, o Brasil reflete exatamente o desejo da maioria dos votos válidos, sendo legítimo também o direito daqueles que escolhem anular.
 

  


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