Tirinha:
Garota: -Nenhum homem presta!
Mensagem do anjo: - Presta sim, você que cata mais vagabundo que a polícia.
Mestra: Lembrei dessa ocorrência ...
"Lugar de mulher é em casa, cuidando do marido", disse tenente-coronel da PM que matou a esposa.
William: Esta preso menos mal, por mim tinha pena de morte, e para Senhora?
Mestra: Pra mim a definição de bandido no post, é uma tática bem velha e ultrapassada de culpabilizar a vítima, bem fundamentada por machistas que são na verdade, cúmplices 👍🏽
William: Captei Mestra!
Vossa excelência quer me testar.
Evidente que eu percebei que a personagem da tirinha está viva e gritando a plenos pulmões.
Logo, não se trata de caso de assassinato.
Por ser uma tirinha tem a licenciosidade poética de um anjo vindo do céu, mas podemos substituir por uma amiga sincera que conhece o histórico de relações da personagem.
Notei que na tirinha esta escrito “você que cata”, não “mulheres catam”.
Eu já conhecei esse tipo de mulher (homens também) que sabe na encrenca que esta entrando, mas entra mesmo assim.
O homem ou a mulher tem a “fé” que com eles será diferente ... as vezes é.
Mas o "bom senso" sugere fazer uma "aposta" menos arriscada.
Passei no teste?
Diz que sim, diz que sim...
✧✧✧
Resumo:
1. Defesa de punições severas para crimes graves: Diante do caso real citado pela Mestra (o feminicídio cometido por um tenente-coronel), você expressa alívio pelo criminoso estar preso e manifesta uma posição pessoal radical a favor da pena de morte para esse tipo de crime.
2. Refutação da falsa equivalência (Diferenciação de cenários): Você contra-argumenta a crítica da Mestra mostrando que o cenário da tirinha e o caso real de feminicídio são de naturezas totalmente diferentes. Você pontua que a personagem da tirinha está viva e expressando-se, logo, não se trata de um caso de assassinato ou violência extrema.
3. Análise contextual e licença poética: Você argumenta que a figura do "anjo" na tirinha funciona como uma metáfora (uma licença poética) que poderia ser facilmente substituída pela figura de uma "amiga sincera" que conhece o histórico de relacionamentos da personagem.
4. Foco na individualidade (Acrítica não generalizada): Você destaca a especificidade do texto da tirinha ao notar o uso da expressão “você que cata” em vez de “mulheres catam”. Com isso, você argumenta que a crítica do quadrinho é direcionada a um comportamento individual e específico daquela personagem, e não uma generalização sobre todas as mulheres.
5. Observação do comportamento de risco nos relacionamentos: Você argumenta, com base em experiências observadas, que existem pessoas (tanto homens quanto mulheres) que entram conscientemente em relacionamentos problemáticos ("sabem na encrenca em que estão entrando"), movidas pela "fé" ou esperança cega de que com elas a dinâmica será diferente.
6. Apelo ao bom senso e à prudência: Você defende que o "bom senso" deveria guiar as escolhas afetivas, sugerindo que as pessoas façam "apostas menos arriscadas" ao escolherem seus parceiros, de forma a evitar ciladas previsíveis.
7. Postura de prontidão para o debate intelectual: Ao final, você assume uma postura de quem aceita o desafio intelectual proposto pela Mestra ("Vossa excelência quer me testar"), buscando demonstrar que sua interpretação da tirinha é analítica e baseada na lógica do comportamento humano, e não na conivência com o machismo.
.



Nenhum comentário:
Postar um comentário