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sábado, 7 de novembro de 2026

Influenciando o Influenciador

 



 
Daniel >> Eu concordo que tem muitos influenciadores que partem de premissas duvidosas para chegar em conclusões mais duvidosas. 
  Como a Constituição Brasileira defende a liberdade de expressão, qualquer influenciador pode dizer o que quiser sem o ônus da prova. 
  Agora se tem gente que acredita nos influenciadores, isso sinceramente eu não sei como resolver.

William >> Não há esse tipo de problema a resolver.
  Temos direito a crença e liberdade religiosa.
  Por esses dias você me recomendou que eu comprasse caixões como preparação para os efeitos do El Niño.
  Se eu comprasse seria da minha total responsabilidade, minha esposa culpar você por isso não faria sentido.

Rogério >> Se as pessoas não fossem influenciáveis ou não tivessem nenhum tipo de influência sobre as outras, não haveriam candidatos pedindo votos e apenas ditadores!
  Quando eu emito a minha opinião sobre o ouro eu também sou responsável pela reação do outro!

William >> Onde entendeu que eu disse que pessoas não são influenciáveis?
  Sou responsável pelo que escrevo, não pelo que você quer distorcer ...😉
   Minha opinião era que você deveria votar no Flávio.
   A sua é que eu deveria votar no Lula.
   Eu não apertei o 22 por você, nem você apertou o 13 por mim.
   Falar, não gerou nenhum voto, pressionar a tecla sim.

Rogério >> Então, passar informações também não adianta???
  Entendi!

William >> Você pode passar uma informação, emitir sua opinião.
  Mas quem recebe é responsável por aceitar, recusar, fazer ponderações.
  Um colega te convida a consumir drogas.
  Aceitar ou não é uma RESPONSABILIDADE SUA.



   Vivemos ouvindo que as redes sociais manipulam os jovens, considero essa visão simplista. 
    Pais e professores também estão na internet, participando das mesmas conversas e influenciando esse ambiente.
   A história mostra que toda nova tecnologia foi recebida com medo: livros, rádio, cinema, TV... e agora as redes sociais. 
    Os jovens sempre estiveram expostos a influências, ideias e conflitos. 
    A diferença é que hoje isso acontece em maior velocidade.
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     Defendo que a internet  é um espaço de descoberta, onde as pessoas encontram interesses, formam opiniões e FAZEM ESCOLHAS. 
     Não vejo a diversidade de conteúdos como um problema.
     Problema é o excesso de censura como o modelo chinês.
     Enfim , cansei do discurso de que "todo mundo está sendo manipulado", exceto quem pensa igual a quem faz a acusação. 
    Isso me parece mais arrogância do que análise.
    Todos que não concordam com você são manipulados!?




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Resumo:

Inexistência de falso "problema a resolver": Defende que a circulação de opiniões e premissas duvidosas por influenciadores não exige controle ou tutela estatal, pois está respaldada pela liberdade de expressão e de crença.

Distinção entre opinião e ação (Responsabilidade Individual): Argumenta que emitir uma opinião ou recomendação não retira a agência de quem ouve; a responsabilidade final pelo ato praticado (como comprar algo ou votar) é sempre exclusiva de quem decide agir.

Falar versus Praticar o Ato: Exemplifica com a política que sugestões de voto não geram votos automáticos; o voto na urna é um ato deliberado individual, separando o convencimento verbal da concretude da escolha.

Rejeição a visões simplistas sobre manipulação: Rechaça a narrativa paternalista de que o público (ou os jovens) é passivo e totalmente manipulado pelas redes ou mídias, considerando essa postura mais uma marca de arrogância intelectual do que uma análise real.

Defesa da internet como espaço de escolhas e autonomia: Enxerga a rede como um ambiente legítimo de descoberta e trocas intensas onde as pessoas formam opiniões próprias e exercem sua capacidade de aceitar, recusar ou ponderar o que consomem.

Oposição ferrenha à censura: Rejeita qualquer modelo de controle rígido ou tolhimento da liberdade de expressão (como alusões a modelos autoritários de cerceamento).

Cansaço do discurso de superioridade: Critica a postura daqueles que se colocam em um pedestal de imunidade cognitiva, tratando qualquer discordância alheia como mera "manipulação".



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